Simpática, feliz e pronta para ajudar quem for preciso.  Assim, conheci Taluana El Jamel. Em um primeiro contato rápido, por telefone, conseguiu transmitir uma energia tão boa, que nos despertou uma vontade de saber mais sobre sua luta contra o câncer de mama.

“No início de junho, fazendo o autoexame, senti um nódulo. Imediatamente, procurei meu médico para fazer ultrassom e mamografia. Em seguida fiz biópsia, e no dia sete de julho tive a confirmação de um carcinoma ductal invasivo.”

Aos 38 anos, e sempre muito cuidadosa com a saúde, Taluana, descobriu o câncer de mama bem no início, mesmo não apresentando nenhum sintoma.

“É muito importante fazer o autoexame todos os meses. E se achar algum nódulo, correr para o médico. Não tenha medo. Quanto antes descobrir, melhor é o prognóstico e menos agressivo será o tratamento. Se eu não tivesse esse costume, com certeza, só iria descobrir nas consultas de rotina. Consequentemente, meu estágio seria mais avançado.”

Mesmo com o susto do diagnóstico, Taluana, em nenhum momento, se entregou a doença. “Quando tive a confirmação do diagnóstico fiquei muito nervosa. Chorei. Mas em nenhum momento me desesperei, sempre tive a certeza da cura.”

Sem pensar duas vezes, e com o apoio dos familiares, ela correu para o médico, e no dia primeiro de agosto, foi realizada a cirurgia.

“Desistir? Jamais! Você descobre uma força que não sabia ter dentro de você.”

“Minha família é do interior, tenho dois sobrinhos lindos, o Gabriel e o Arthur. Eles são minha paixão! Mesmo longe, minha família foi essencial nesse momento. Minha mãe veio pra cá, e ficou 15 dias cuidando de mim, acompanhou na cirurgia e na pós-cirurgia. Meu sobrinho, o Gabriel, de 8 anos, sempre mandava lindas mensagens de texto e de voz no celular. Eles são lindos e muito especiais,” emociona-se a fisioterapeuta.

Taluana é uma das poucas mulheres que conseguem fazer a reconstrução das mamas na mesma cirurgia. “Pra ser na mesma cirurgia tem que ter tecido pra isso, e eu, graças a Deus, tive essa oportunidade por ter descoberto muito no início. O médico é quem analisa e decide se dá pra fazer ou não na mesma cirurgia.”

Apesar da Talu, apelido dado pelos amigos, ter motivos para se deixar abater, ela preferiu encarar a doença e hoje, leva uma vida normal e saudável.

“Uma das coisas mais difíceis que passei, foi esperar os resultados dos exames. A outra foi a pós-quimio. A sensação de “ressaca”, a dificuldade pra comer, o cansaço. Mas isso tudo dura no máximo 1 semana e depois vida quase normal”.

“Fazia pilates, antes de descobrir a doença. Tive que parar um tempo, por causa da cirurgia. Voltei agora em outubro, muito animada. Posso fazer de forma leve. Sempre respeitando o cansaço do meu corpo. Somente nos dias seguintes da quimioterapia que não posso fazer o pilates.”

Taluana, ainda reforça, como profissional da área da saúde, a importância do exercício físico na fase de tratamento e pós-tratamento.

“Independente do câncer, o exercício é muito importante. Mas nessa fase ajuda muito, principalmente para manter o equilíbrio do corpo e da mente. E se a pessoa tiver alguma limitação por causa da cirurgia é imprescindível o acompanhamento da fisioterapia. Não se esquecendo de sempre respeitar o limite do corpo.”

A jovem afirma que sua autoestima melhorou muito, depois do diagnostico do câncer de mama. “É estranho falar isso, mas é verdade. Não costumava me maquiar diariamente, agora não falta um lápis e batom escuro….rs. E comecei ajudar muitas outras pessoas que passam pelo mesmo problema. Passei a dar valor a muitas coisas, principalmente a não perder tempo com coisas sem valor.”

Atualmente, Taluana, ministra palestras para conscientizar as pessoas da importância do autoexame e diagnóstico precoce. “Fiz um Instagram para dar dicas de bem estar e mostrar tudo que estou aprendendo nessa nova fase, e o mais importante, com muita positividade e feliz. Quem quiser me conhecer um pouco mais e ver as dicas, sigam meu insta @pitadapositiva.”

  • Pode me chamar de Ju. Jornalista, paulistana nata e balzaquiana. Apaixonada pelo comportamento humano e não dispenso um abraço demorado. Acho que toda história (boa ou não) merece ser contada. Amorosa, sonhadora e chorona. Quer me ganhar? Basta falar sobre o amor.

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