Hoje vamos conhecer a Página da Vida da Maristela, diagnosticada com câncer de pele em outubro de 2015.  Veja como ela superou a doença e junto com a sua família deu volta por cima:

Em outubro de 2015 fui com meu filho na consulta dele com a dermatologista. Porém, eu estava com um sinal tipo um couve-flor doendo e pedi para a médica dar uma olhada. Ela me perguntou sobre a pinta do dorso, e eu disse ela estava coçando e doendo muito. A médica examinou e pediu para eu procurar um oncologista para retirar essa pinta, pois era suspeita de melanoma. Oi? Melanoma? O que é isso? Nunca tinha ouvido falar sobre essa doença. E a resposta dela me deixou sem chão: câncer de pele. Receber o diagnóstico não é fácil. Fiquei sem saber o que pensar e como agir. A gente nunca imagina que vai acontecer com a gente ou alguém de nossa família. Pensei muito nos meus filhos, no meu marido. Me senti pela primeira vez na vida impotente”.

*Na época do diagnóstico, você sentiu falta de alguma informação ou suporte?
Eu nem sabia que existia Melanoma, então fui procurar na internet, pois o oncologista foi muito seco em relação às informações. Porém, não procurem nada na internet. É desesperador, porque o que mais achamos lá é que a pessoa vai morrer, mais cedo ou mais tarde.

*Em algum momento você pensou em jogar tudo para o alto e desistir?
Não, de forma nenhuma, sempre que houver chance não podemos desistir.

*Em relação ao tratamento. Por favor, me conte tudo que aconteceu, desde o momento que recebeu o diagnóstico até hoje.
Graças a Deus eu não precisei de tratamento, faço acompanhamento semestralmente com dermatologista, oncologista do SUS e do meu plano de saúde, pois o onco do SUS acha desnecessário fazer alguns exames, tipo o Pet CT, e optei por passar pelo plano de saúde também.  

* Houve algo que fazia parte da sua rotina e que atualmente não faz mais?
Sim, era fumante. Por quais razões? Consciência e vergonha na cara kkkk

* Como é a sua alimentação?
Razoável. Depois do diagnóstico,  aboli definitivamente o refrigerante e os doces.

* Como era a Maristela antes do diagnóstico e como é a Maristela agora?
O que posso dizer sobre mim, pois a 14 anos que sofro com Fibromialgia e consequentemente depressão, faço acompanhamento com psiquiatra, mas mesmo assim seguia a vida na medida do possível. O que mudou? Mudou meu modo de pensar, de agir, para melhor é claro. Vivo um dia de cada vez, pois quando vou às consultas no hospital do câncer, vejo que meu problema é pequeno em relação aos que estão em tratamento.

* Deixe uma mensagem para todas as pessoas que enfrentam ou já enfrentaram o câncer.
Sei que não é fácil receber o diagnóstico de câncer, mas não desistam , pois tua fé e boas energias é que vão fazer você não desistir nunca de lutar. Apesar do diagnóstico, temos que tirar algo de bom. E o apoio da família é fundamental na tua recuperação.

* O que você tem a falar sobre a campanha Dezembro Laranja?
Importantíssima para esclarecimento sobre o câncer de pele. Qual a importância ela tem? Fundamental, pois ainda existe uma grande porcentagem  da população que não sabe  sobre o quão  é importante a proteção e prevenção. E muitos ainda acham que câncer de pele é algo que é fácil de resolver, não conhecem nada sobre o melanoma.

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*Personagem indicado pelo Instituto Melanoma Brasil
O Instituto Melanoma Brasil é uma organização sem fins lucrativos, que atua há dois anos na divulgação de informações sobre o melanoma – um dos tipos mais agressivos de câncer de pele e com ações de apoio e acolhimento a pacientes e familiares.  O trabalho começou com uma iniciativa da fundadora, Rebecca Montanheiro, que criou uma fanpage após receber seu diagnóstico de melanoma. Atualmente, o Instituto atua com um programa de comunicação que inclui a produção de materiais informativos para distribuição, campanhas de prevenção e conscientização nas redes sociais e outros veículos de comunicação, levando informação em uma linguagem acessível e ilustrativa sobre a doença e sobre como preveni-la. Já no programa de Apoio e Acolhimento, o Instituto coordena um grupo de pacientes com cerca de 140 pessoas que trocam experiências, participam de debates e recebem o apoio durante a difícil jornada após o diagnóstico de melanoma.

  • Juliana Artigas

    Pode me chamar de Ju. Jornalista, paulistana nata e balzaquiana. Apaixonada pelo comportamento humano e não dispenso um abraço demorado. Acho que toda história (boa ou não) merece ser contada. Amorosa, sonhadora e chorona. Quer me ganhar? Basta falar sobre o amor.

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