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Category Doenças

Urticária Crônica Espontânea – UCE

A urticária crônica espontânea é uma condição inflamatória da pele em que o corpo libera substâncias como histamina, sem um gatilho aparente, portanto, provocando:
• Vergões vermelhos ou rosados
• Coceira intensa
• Inchaço em determinadas regiões do corpo (angioedema)

O termo “crônica” significa que os sintomas duram mais de seis semanas, e “espontânea” indica que não há uma causa alérgica ou externa conhecida, por exemplo, como alimentos, medicamentos ou contato com substâncias.

Principais sintomas da UCE
• Vergões avermelhados e elevados que surgem e desaparecem em menos de 24 horas
• Coceira intensa e incômoda
• Inchaço nos lábios, pálpebras, mãos ou pés
• Crises que aparecem sem motivo aparente
• Dificuldade para dormir ou se concentrar devido ao desconforto
• Sintomas que voltam com frequência, mesmo com uso de antialérgicos comuns

A urticária aparece como lesões elevadas na pele, chamadas de vergões ou placas, semelhantes a picadas de inseto. Elas podem ser pequenas ou grandes e surgir em qualquer parte do corpo.

Características comuns:
• Mudam de forma e localização.
• Surgem e desaparecem rapidamente.
• O centro da lesão fica esbranquiçado quando pressionado.
• Podem se unir formando áreas maiores.
• Costumam causar coceira intensa.
• Também podem provocar ardor e sensação de queimação.
• A cor das lesões varia conforme o tom da pele:
• Em peles claras ou médias, geralmente são avermelhadas ou rosadas.
• Em peles mais escuras, podem ter cor semelhante à da pele ou ser um pouco mais claras ou escuras.

O que causa a urticária crônica espontânea?
Apesar de parecer uma alergia, a UCE não está relacionada diretamente a alimentos, cosméticos ou medicamentos. Na maioria dos casos, ela tem origem autoimune, por exemplo: o sistema imunológico ataca equivocadamente as células da pele, liberando histamina.
Estresse, infecções virais recentes ou doenças autoimunes podem estar associados ao surgimento da condição mas na maior parte dos casos, a causa permanece desconhecida.

O diagnóstico é feito com base na história clínica e no exame físico. Portanto, o médico dermatologista ou alergista avaliará os sintomas e, se necessário, pode solicitar exames para descartar outras causas, como:
• Alergias
• Doenças da tireoide
• Infecções ocultas
• Problemas autoimunes

Como os exames nem sempre identificam a causa, o diagnóstico costuma ser exclusão, ou seja, feito quando outras possibilidades são descartadas.

O tratamento visa controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente. As principais opções incluem:
• Antihistamínicos não sedativos, de segunda geração, em em dose padrão. Aumento da dose, em casos que não respondem ao tratamento inicial
• Imunobiológicos, indicados quando os sintomas persistem
• Omalizumabe (Xolair®)
• Dupilumabe (Dupixent®)
• Em alguns casos, o médico pode indicar corticoides de curta duração, com cautela

Além dos medicamentos, é importante evitar fatores que agravam a urticária, como calor excessivo, roupas apertadas, estresse e álcool.

Há prevenção?
A prevenção é mais difícil, pois frequentemente não há um gatilho identificável.

A urticária é contagiosa?
Não. A urticária não é contagiosa.

Impacto na vida de quem convive com a UCE
Apesar de não ser uma condição grave do ponto de vista médico, a UCE pode gerar sofrimento emocional e físico significativo. A coceira constante, a aparência das lesões e o impacto no sono podem causar:
• Ansiedade
• Irritabilidade
• Baixa autoestima
• Isolamento social
• Prejuízos no trabalho e nos estudos

Quando procurar ajuda médica?
Se você tem vergões que aparecem e somem, coceira constante e os sintomas duram mais de seis semanas, procure um dermatologista ou alergista. Quanto antes o diagnóstico for feito, melhor será o controle da doença.

Conclusão
A urticária crônica espontânea é uma condição inflamatória da pele que vai além do incômodo estético. Ela pode impactar a saúde física e mental, mas tem tratamento e é possível controlar as crises e viver com qualidade.

Sentiu que os vergões e a coceira não estão passando? Não ignore. Agende uma consulta e descubra se você pode estar convivendo com a UCE.

Fonte: Asthma and Allergy Foundation of America.

Urticária Crônica Espontânea – UCE

A urticária crônica espontânea é uma condição inflamatória da pele em que o corpo libera substâncias como histamina, sem um gatilho aparente, portanto, provocando:
• Vergões vermelhos ou rosados
• Coceira intensa
• Inchaço em determinadas regiões do corpo (angioedema)

O termo “crônica” significa que os sintomas duram mais de seis semanas, e “espontânea” indica que não há uma causa alérgica ou externa conhecida, por exemplo, como alimentos, medicamentos ou contato com substâncias.

Principais sintomas da UCE
• Vergões avermelhados e elevados que surgem e desaparecem em menos de 24 horas
• Coceira intensa e incômoda
• Inchaço nos lábios, pálpebras, mãos ou pés
• Crises que aparecem sem motivo aparente
• Dificuldade para dormir ou se concentrar devido ao desconforto
• Sintomas que voltam com frequência, mesmo com uso de antialérgicos comuns

A urticária aparece como lesões elevadas na pele, chamadas de vergões ou placas, semelhantes a picadas de inseto. Elas podem ser pequenas ou grandes e surgir em qualquer parte do corpo.

Características comuns:
• Mudam de forma e localização.
• Surgem e desaparecem rapidamente.
• O centro da lesão fica esbranquiçado quando pressionado.
• Podem se unir formando áreas maiores.
• Costumam causar coceira intensa.
• Também podem provocar ardor e sensação de queimação.
• A cor das lesões varia conforme o tom da pele:
• Em peles claras ou médias, geralmente são avermelhadas ou rosadas.
• Em peles mais escuras, podem ter cor semelhante à da pele ou ser um pouco mais claras ou escuras.

O que causa a urticária crônica espontânea?
Apesar de parecer uma alergia, a UCE não está relacionada diretamente a alimentos, cosméticos ou medicamentos. Na maioria dos casos, ela tem origem autoimune, por exemplo: o sistema imunológico ataca equivocadamente as células da pele, liberando histamina.
Estresse, infecções virais recentes ou doenças autoimunes podem estar associados ao surgimento da condição mas na maior parte dos casos, a causa permanece desconhecida.

O diagnóstico é feito com base na história clínica e no exame físico. Portanto, o médico dermatologista ou alergista avaliará os sintomas e, se necessário, pode solicitar exames para descartar outras causas, como:
• Alergias
• Doenças da tireoide
• Infecções ocultas
• Problemas autoimunes

Como os exames nem sempre identificam a causa, o diagnóstico costuma ser exclusão, ou seja, feito quando outras possibilidades são descartadas.

O tratamento visa controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente. As principais opções incluem:
• Antihistamínicos não sedativos, de segunda geração, em em dose padrão. Aumento da dose, em casos que não respondem ao tratamento inicial
• Imunobiológicos, indicados quando os sintomas persistem
• Omalizumabe (Xolair®)
• Dupilumabe (Dupixent®)
• Em alguns casos, o médico pode indicar corticoides de curta duração, com cautela

Além dos medicamentos, é importante evitar fatores que agravam a urticária, como calor excessivo, roupas apertadas, estresse e álcool.

Há prevenção?
A prevenção é mais difícil, pois frequentemente não há um gatilho identificável.

A urticária é contagiosa?
Não. A urticária não é contagiosa.

Impacto na vida de quem convive com a UCE
Apesar de não ser uma condição grave do ponto de vista médico, a UCE pode gerar sofrimento emocional e físico significativo. A coceira constante, a aparência das lesões e o impacto no sono podem causar:
• Ansiedade
• Irritabilidade
• Baixa autoestima
• Isolamento social
• Prejuízos no trabalho e nos estudos

Quando procurar ajuda médica?
Se você tem vergões que aparecem e somem, coceira constante e os sintomas duram mais de seis semanas, procure um dermatologista ou alergista. Quanto antes o diagnóstico for feito, melhor será o controle da doença.

Conclusão
A urticária crônica espontânea é uma condição inflamatória da pele que vai além do incômodo estético. Ela pode impactar a saúde física e mental, mas tem tratamento e é possível controlar as crises e viver com qualidade.

Sentiu que os vergões e a coceira não estão passando? Não ignore. Agende uma consulta e descubra se você pode estar convivendo com a UCE.

Fonte: Asthma and Allergy Foundation of America.

O que é?

A urticária crônica espontânea é uma condição inflamatória da pele em que o corpo libera substâncias como histamina, sem um gatilho aparente, portanto, provocando:
• Vergões vermelhos ou rosados
• Coceira intensa
• Inchaço em determinadas regiões do corpo (angioedema)

O termo “crônica” significa que os sintomas duram mais de seis semanas, e “espontânea” indica que não há uma causa alérgica ou externa conhecida, por exemplo, como alimentos, medicamentos ou contato com substâncias.

Sintomas

Principais sintomas da UCE
• Vergões avermelhados e elevados que surgem e desaparecem em menos de 24 horas
• Coceira intensa e incômoda
• Inchaço nos lábios, pálpebras, mãos ou pés
• Crises que aparecem sem motivo aparente
• Dificuldade para dormir ou se concentrar devido ao desconforto
• Sintomas que voltam com frequência, mesmo com uso de antialérgicos comuns

A urticária aparece como lesões elevadas na pele, chamadas de vergões ou placas, semelhantes a picadas de inseto. Elas podem ser pequenas ou grandes e surgir em qualquer parte do corpo.

Características comuns:
• Mudam de forma e localização.
• Surgem e desaparecem rapidamente.
• O centro da lesão fica esbranquiçado quando pressionado.
• Podem se unir formando áreas maiores.
• Costumam causar coceira intensa.
• Também podem provocar ardor e sensação de queimação.
• A cor das lesões varia conforme o tom da pele:
• Em peles claras ou médias, geralmente são avermelhadas ou rosadas.
• Em peles mais escuras, podem ter cor semelhante à da pele ou ser um pouco mais claras ou escuras.

O que causa a urticária crônica espontânea?
Apesar de parecer uma alergia, a UCE não está relacionada diretamente a alimentos, cosméticos ou medicamentos. Na maioria dos casos, ela tem origem autoimune, por exemplo: o sistema imunológico ataca equivocadamente as células da pele, liberando histamina.
Estresse, infecções virais recentes ou doenças autoimunes podem estar associados ao surgimento da condição mas na maior parte dos casos, a causa permanece desconhecida.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito com base na história clínica e no exame físico. Portanto, o médico dermatologista ou alergista avaliará os sintomas e, se necessário, pode solicitar exames para descartar outras causas, como:
• Alergias
• Doenças da tireoide
• Infecções ocultas
• Problemas autoimunes

Como os exames nem sempre identificam a causa, o diagnóstico costuma ser exclusão, ou seja, feito quando outras possibilidades são descartadas.

Tratamento

O tratamento visa controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente. As principais opções incluem:
• Antihistamínicos não sedativos, de segunda geração, em em dose padrão. Aumento da dose, em casos que não respondem ao tratamento inicial
• Imunobiológicos, indicados quando os sintomas persistem
• Omalizumabe (Xolair®)
• Dupilumabe (Dupixent®)
• Em alguns casos, o médico pode indicar corticoides de curta duração, com cautela

Além dos medicamentos, é importante evitar fatores que agravam a urticária, como calor excessivo, roupas apertadas, estresse e álcool.

Há prevenção?
A prevenção é mais difícil, pois frequentemente não há um gatilho identificável.

A urticária é contagiosa?
Não. A urticária não é contagiosa.

Vivendo com UCE

Impacto na vida de quem convive com a UCE
Apesar de não ser uma condição grave do ponto de vista médico, a UCE pode gerar sofrimento emocional e físico significativo. A coceira constante, a aparência das lesões e o impacto no sono podem causar:
• Ansiedade
• Irritabilidade
• Baixa autoestima
• Isolamento social
• Prejuízos no trabalho e nos estudos

Quando procurar ajuda médica?
Se você tem vergões que aparecem e somem, coceira constante e os sintomas duram mais de seis semanas, procure um dermatologista ou alergista. Quanto antes o diagnóstico for feito, melhor será o controle da doença.

Conclusão
A urticária crônica espontânea é uma condição inflamatória da pele que vai além do incômodo estético. Ela pode impactar a saúde física e mental, mas tem tratamento e é possível controlar as crises e viver com qualidade.

Sentiu que os vergões e a coceira não estão passando? Não ignore. Agende uma consulta e descubra se você pode estar convivendo com a UCE.

Fonte: Asthma and Allergy Foundation of America.

Doenças

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Esofagite Eosinofílica

A esofagite eosinofílica (EoE) é uma doença crônica, inflamatória que afeta o esôfago – o tubo que transporta a água e os alimentos que você ingere até o estômago. Quando você tem EoE, eosinófilos, um tipo de glóbulo branco, se acumulam no revestimento do esôfago.

Alergias, principalmente a alimentos, causam esse acúmulo, que pode levar a inchaço, lesões e inflamação.

Com a EoE, a deglutição pode se tornar difícil, ou você pode sentir como se a comida estivesse presa na garganta.

A EoE está intimamente ligada à inflamação. A EoE é uma doença inflamatória tipo 2. Isso acontece quando o corpo tem uma forte reação a certos alérgenos que geralmente não são prejudiciais. Quando esses alérgenos entram em contato com o esôfago, o sistema imunológico no revestimento do esôfago envia sinais para trazer células especiais do sangue e de outros tecidos. Essas células – principalmente glóbulos brancos chamados eosinófilos – são chamadas para combater os alérgenos. Mas se muitos eosinófilos chegarem, eles podem danificar o tecido do esôfago.

Quais são os sintomas e fatores de risco da EoE?
Qualquer pessoa pode ter EoE, mas é mais comum em homens, pessoas com outras condições alérgicas e aqueles que têm familiares com EoE.

Os sintomas comuns da EoE dependem do estágio de vida da pessoa.

Adultos:

• Dificuldade para engolir
• Sensação de comida presa na garganta
• Refluxo ácido que não melhora com medicamentos
• Comer devagar

Crianças:
• Dor abdominal ou no peito
• Vômitos
• Pouco apetite
• Refluxo que não melhora com medicamentos
• Dificuldade em engolir

Bebês e crianças pequenas:

• Não ganhar peso suficiente
• Vômitos
• Refluxo
• Problemas com alimentação


Foto: Um dos sintomas em crianças pode ser a recusa ou dificuldade em comer determinados alimentos.

Causas e Fatores de Risco
A EoE está fortemente ligada a alergias alimentares e fatores ambientais. É muito comum em pessoas que já possuem outras doenças alérgicas, como asma, rinite ou dermatite atópica.

Como é feito o Diagnóstico
O diagnóstico não pode ser feito apenas pelos sintomas. Ele exige uma endoscopia digestiva com biópsias do esôfago. O médico patologista analisa o tecido para confirmar se há o número de eosinófilos necessário para classificar a doença.

Para o diagnóstico, costuma-se confirmar uma contagem igual ou maior a 15 eosinófilos por campo microscópico de grande aumento.

O tratamento da Esofagite Eosinofílica (EoE) busca controlar a inflamação, aliviar sintomas como a dificuldade de engolir (disfagia) e prevenir complicações graves, como o estreitamento do esôfago. A terapia é altamente personalizada e baseada em três pilares principais: dietas de exclusão, medicamentos e, em casos de estreitamento, dilatação endoscópica.

1. Opções Medicamentosas
• Inibidores da Bomba de Prótons (IBPs): Frequentemente utilizados como primeira linha de tratamento. Medicamentos como esomeprazol, lansoprazol ou pantoprazol ajudam a reduzir o ácido e possuem efeito anti-inflamatório direto no esôfago.
• Corticoides Deglutidos: Corticoides tópicos (como budesonida ou fluticasona) são administrados de forma que fiquem mais viscosos (às vezes misturados com mel ou fórmulas espessantes) para aderir à parede do esôfago, tratando a inflamação diretamente no local com mínima absorção pelo corpo.
• Agentes Biológicos: Para pacientes que não respondem às terapias convencionais, o dupilumabe é um anticorpo monoclonal aprovado pela Anvisa para o controle da doença.

2. Acompanhamento Multidisciplinar
• Alergista e Gastroenterologista: São fundamentais para diagnosticar os gatilhos e ajustar a medicação.
• Nutricionista: Essencial para criar um plano alimentar seguro, garantindo que você não tenha deficiências nutricionais ao retirar grupos inteiros de alimentos da dieta.
• Fonoaudiólogo: Pode ajudar, em alguns casos, com a reeducação da deglutição (ato de engolir).

Como é viver com a EoE?
A EoE pode tornar a hora das refeições um desafio imprevisível. Confira alguns hábitos que os pacientes podem criar para tentar lidar com a doença:
• Cortar a comida em pedaços bem pequenos 
 e amolecer os alimentos misturando-os com molhos ou líquidos.
• Beber muito líquido durante as refeições para ajudar os alimentos a descerem.
• Mastigar por muito tempo.
• Evitar alimentos muito duros ou densos, como carne ou pães com casca.
• Evitar comer fora de casa ou ir para eventos em que sirvam refeições.

Esofagite Eosinofílica

A esofagite eosinofílica (EoE) é uma doença crônica, inflamatória que afeta o esôfago – o tubo que transporta a água e os alimentos que você ingere até o estômago. Quando você tem EoE, eosinófilos, um tipo de glóbulo branco, se acumulam no revestimento do esôfago.

Alergias, principalmente a alimentos, causam esse acúmulo, que pode levar a inchaço, lesões e inflamação.

Com a EoE, a deglutição pode se tornar difícil, ou você pode sentir como se a comida estivesse presa na garganta.

A EoE está intimamente ligada à inflamação. A EoE é uma doença inflamatória tipo 2. Isso acontece quando o corpo tem uma forte reação a certos alérgenos que geralmente não são prejudiciais. Quando esses alérgenos entram em contato com o esôfago, o sistema imunológico no revestimento do esôfago envia sinais para trazer células especiais do sangue e de outros tecidos. Essas células – principalmente glóbulos brancos chamados eosinófilos – são chamadas para combater os alérgenos. Mas se muitos eosinófilos chegarem, eles podem danificar o tecido do esôfago.

Quais são os sintomas e fatores de risco da EoE?
Qualquer pessoa pode ter EoE, mas é mais comum em homens, pessoas com outras condições alérgicas e aqueles que têm familiares com EoE.

Os sintomas comuns da EoE dependem do estágio de vida da pessoa.

Adultos:

• Dificuldade para engolir
• Sensação de comida presa na garganta
• Refluxo ácido que não melhora com medicamentos
• Comer devagar

Crianças:
• Dor abdominal ou no peito
• Vômitos
• Pouco apetite
• Refluxo que não melhora com medicamentos
• Dificuldade em engolir

Bebês e crianças pequenas:

• Não ganhar peso suficiente
• Vômitos
• Refluxo
• Problemas com alimentação


Foto: Um dos sintomas em crianças pode ser a recusa ou dificuldade em comer determinados alimentos.

Causas e Fatores de Risco
A EoE está fortemente ligada a alergias alimentares e fatores ambientais. É muito comum em pessoas que já possuem outras doenças alérgicas, como asma, rinite ou dermatite atópica.

Como é feito o Diagnóstico
O diagnóstico não pode ser feito apenas pelos sintomas. Ele exige uma endoscopia digestiva com biópsias do esôfago. O médico patologista analisa o tecido para confirmar se há o número de eosinófilos necessário para classificar a doença.

Para o diagnóstico, costuma-se confirmar uma contagem igual ou maior a 15 eosinófilos por campo microscópico de grande aumento.

O tratamento da Esofagite Eosinofílica (EoE) busca controlar a inflamação, aliviar sintomas como a dificuldade de engolir (disfagia) e prevenir complicações graves, como o estreitamento do esôfago. A terapia é altamente personalizada e baseada em três pilares principais: dietas de exclusão, medicamentos e, em casos de estreitamento, dilatação endoscópica.

1. Opções Medicamentosas
• Inibidores da Bomba de Prótons (IBPs): Frequentemente utilizados como primeira linha de tratamento. Medicamentos como esomeprazol, lansoprazol ou pantoprazol ajudam a reduzir o ácido e possuem efeito anti-inflamatório direto no esôfago.
• Corticoides Deglutidos: Corticoides tópicos (como budesonida ou fluticasona) são administrados de forma que fiquem mais viscosos (às vezes misturados com mel ou fórmulas espessantes) para aderir à parede do esôfago, tratando a inflamação diretamente no local com mínima absorção pelo corpo.
• Agentes Biológicos: Para pacientes que não respondem às terapias convencionais, o dupilumabe é um anticorpo monoclonal aprovado pela Anvisa para o controle da doença.

2. Acompanhamento Multidisciplinar
• Alergista e Gastroenterologista: São fundamentais para diagnosticar os gatilhos e ajustar a medicação.
• Nutricionista: Essencial para criar um plano alimentar seguro, garantindo que você não tenha deficiências nutricionais ao retirar grupos inteiros de alimentos da dieta.
• Fonoaudiólogo: Pode ajudar, em alguns casos, com a reeducação da deglutição (ato de engolir).

Como é viver com a EoE?
A EoE pode tornar a hora das refeições um desafio imprevisível. Confira alguns hábitos que os pacientes podem criar para tentar lidar com a doença:
• Cortar a comida em pedaços bem pequenos 
 e amolecer os alimentos misturando-os com molhos ou líquidos.
• Beber muito líquido durante as refeições para ajudar os alimentos a descerem.
• Mastigar por muito tempo.
• Evitar alimentos muito duros ou densos, como carne ou pães com casca.
• Evitar comer fora de casa ou ir para eventos em que sirvam refeições.

O que é?

A esofagite eosinofílica (EoE) é uma doença crônica, inflamatória que afeta o esôfago – o tubo que transporta a água e os alimentos que você ingere até o estômago. Quando você tem EoE, eosinófilos, um tipo de glóbulo branco, se acumulam no revestimento do esôfago.

Alergias, principalmente a alimentos, causam esse acúmulo, que pode levar a inchaço, lesões e inflamação.

Com a EoE, a deglutição pode se tornar difícil, ou você pode sentir como se a comida estivesse presa na garganta.

A EoE está intimamente ligada à inflamação. A EoE é uma doença inflamatória tipo 2. Isso acontece quando o corpo tem uma forte reação a certos alérgenos que geralmente não são prejudiciais. Quando esses alérgenos entram em contato com o esôfago, o sistema imunológico no revestimento do esôfago envia sinais para trazer células especiais do sangue e de outros tecidos. Essas células – principalmente glóbulos brancos chamados eosinófilos – são chamadas para combater os alérgenos. Mas se muitos eosinófilos chegarem, eles podem danificar o tecido do esôfago.

Sintomas

Quais são os sintomas e fatores de risco da EoE?
Qualquer pessoa pode ter EoE, mas é mais comum em homens, pessoas com outras condições alérgicas e aqueles que têm familiares com EoE.

Os sintomas comuns da EoE dependem do estágio de vida da pessoa.

Adultos:

• Dificuldade para engolir
• Sensação de comida presa na garganta
• Refluxo ácido que não melhora com medicamentos
• Comer devagar

Crianças:
• Dor abdominal ou no peito
• Vômitos
• Pouco apetite
• Refluxo que não melhora com medicamentos
• Dificuldade em engolir

Bebês e crianças pequenas:

• Não ganhar peso suficiente
• Vômitos
• Refluxo
• Problemas com alimentação


Foto: Um dos sintomas em crianças pode ser a recusa ou dificuldade em comer determinados alimentos.

Causas/Diagnóstico

Causas e Fatores de Risco
A EoE está fortemente ligada a alergias alimentares e fatores ambientais. É muito comum em pessoas que já possuem outras doenças alérgicas, como asma, rinite ou dermatite atópica.

Como é feito o Diagnóstico
O diagnóstico não pode ser feito apenas pelos sintomas. Ele exige uma endoscopia digestiva com biópsias do esôfago. O médico patologista analisa o tecido para confirmar se há o número de eosinófilos necessário para classificar a doença.

Para o diagnóstico, costuma-se confirmar uma contagem igual ou maior a 15 eosinófilos por campo microscópico de grande aumento.

Tratamento

O tratamento da Esofagite Eosinofílica (EoE) busca controlar a inflamação, aliviar sintomas como a dificuldade de engolir (disfagia) e prevenir complicações graves, como o estreitamento do esôfago. A terapia é altamente personalizada e baseada em três pilares principais: dietas de exclusão, medicamentos e, em casos de estreitamento, dilatação endoscópica.

1. Opções Medicamentosas
• Inibidores da Bomba de Prótons (IBPs): Frequentemente utilizados como primeira linha de tratamento. Medicamentos como esomeprazol, lansoprazol ou pantoprazol ajudam a reduzir o ácido e possuem efeito anti-inflamatório direto no esôfago.
• Corticoides Deglutidos: Corticoides tópicos (como budesonida ou fluticasona) são administrados de forma que fiquem mais viscosos (às vezes misturados com mel ou fórmulas espessantes) para aderir à parede do esôfago, tratando a inflamação diretamente no local com mínima absorção pelo corpo.
• Agentes Biológicos: Para pacientes que não respondem às terapias convencionais, o dupilumabe é um anticorpo monoclonal aprovado pela Anvisa para o controle da doença.

2. Acompanhamento Multidisciplinar
• Alergista e Gastroenterologista: São fundamentais para diagnosticar os gatilhos e ajustar a medicação.
• Nutricionista: Essencial para criar um plano alimentar seguro, garantindo que você não tenha deficiências nutricionais ao retirar grupos inteiros de alimentos da dieta.
• Fonoaudiólogo: Pode ajudar, em alguns casos, com a reeducação da deglutição (ato de engolir).

Vivendo com EoE

Como é viver com a EoE?
A EoE pode tornar a hora das refeições um desafio imprevisível. Confira alguns hábitos que os pacientes podem criar para tentar lidar com a doença:
• Cortar a comida em pedaços bem pequenos 
 e amolecer os alimentos misturando-os com molhos ou líquidos.
• Beber muito líquido durante as refeições para ajudar os alimentos a descerem.
• Mastigar por muito tempo.
• Evitar alimentos muito duros ou densos, como carne ou pães com casca.
• Evitar comer fora de casa ou ir para eventos em que sirvam refeições.

Doenças

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Lua (@rosas_sao_azuis), médica veterinária e recifense, possui Dermatite Atópica (DA) grave desde bebê. Fez uso de imunobiológico por quase quatro anos e hoje em dia usa o inibidor JAK. Atualmente busca o controle da Dermatite Atópica (DA) e compartilha suas experiências e dicas com outros pacientes:

[Dematite Atópica (DA) e Praia]

“Seguindo o gancho de que cada Atópico é único, praia e mar também vão ser diferentes em cada pele!

De modo geral é benéfico por ser contato com natureza, sol, diminuir o estresse. Porém, tem Atópico que a pele ama água do mar e um solzinho (com moderação né). Assim como tem atópico que a pele reage muito mal ao contato com mar e ao sol, e eu sou um deles! Se eu tiver qualquer lesão de pele, mesmo que pequena, e entrar no mar, piora tudo. O mesmo vale para exposição solar pois tenho fotossensibilidade (que aumentou nos anos por alguns motivos), e minha pele irrita e coça mais. Mas nas fases de pele mais controlada, tenho um verdadeiro ritual para frequentar a praia, que inclui o tipo de roupa, proteção solar, não ficar com pele e roupa úmidos de mar por muito tempo e aplicar hidratante com frequência.

E você, como sua pele reage? Comente aqui”

O Instituto Espaço de Vida agradece a sua disponibilidade e compromisso, Lua!

#DermatiteAtopica #DA #Pele #Praia #Sol #Mar #Calor #iEspacodeVida #iEVida

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O trailer Dermatite Atópica – Dá para Mudar essa História já está nas telas dos cinemas de todo o Brasil!

Na semana de 27/07 a 02/08, ele estará disponível em diversas salas de cinemas, antes do Filme: Missão Impossível – Acerto de Contas, parte 1 / Barbie.

 

Confira o cinema mais próximo de você:

EXIBIDOR CINEMA SALAS FILME
CINEMARK CNK – Barra Shopping Sul 5
CINEMARK CNK – BH Shopping 6
CINEMARK CNK – Botafogo Praia Shopping 1
CINEMARK CNK – Bourbon Ipiranga 3
CINEMARK CNK – Campo Grande 2
CINEMARK CNK – Carioca Shopping 6
CINEMARK CNK – Center Norte 1 BARBIE
CINEMARK CNK – Cidade Jardim 7 BARBIE
CINEMARK CNK – Cidade São Paulo 3 BARBIE
CINEMARK CNK – Diamond Mall 3
CINEMARK CNK – Downtown Shopping 9
CINEMARK CNK – Eldorado 5 BARBIE
CINEMARK CNK – Goiabeiras Shopping 5
CINEMARK CNK – Iguatemi Brasília 3
CINEMARK CNK – Iguatemi Campinas 7 BARBIE
CINEMARK CNK – Iguatemi Shopping 4 BARBIE
CINEMARK CNK – Lar Center Shopping 2
CINEMARK CNK – Market Place 2 BARBIE
CINEMARK CNK – Metropolitano Barra 1
CINEMARK CNK – Midway Mall Natal 4
CINEMARK CNK – Novo Shopping 7
CINEMARK CNK – ParkShopping Barigui 6
CINEMARK CNK – Pátio Paulista 3 BARBIE
CINEMARK CNK – Pátio Savassi 1
CINEMARK CNK – Pier 21 7
CINEMARK CNK – Plaza Shopping Niterói 3
CINEMARK CNK – RioMar Recife 7
CINEMARK CNK – Salvador Shopping 1
CINEMARK CNK – Shopping Mueller 1
CINEMARK CNK – Shopping Tamboré 6 BARBIE
CINEMARK CNK – Shopping Vila Velha 6
CINEMARK CNK – Shopping Vitória 1
CINEMARK CNK – Shopping West Plaza 6 BARBIE
CINEMARK CNK – Villa Lobos 1 BABRIE
CINEMARK CNK – Village Mall 4
KINOPLEX KIN – Kinoplex Parque da Cidade 1 BARBIE
KINOPLEX KIN – Kinoplex Parque da Cidade 2 BARBIE
KINOPLEX KIN – Kinoplex Parque da Cidade 3 BARBIE
KINOPLEX KIN – Kinoplex Parque da Cidade 3 BARBIE
KINOPLEX KIN – Kinoplex Parque da Cidade 4 Oppenheimer
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“A Dermatite Atópica (DA) não define minha filha. Ela é muito mais que a doença”.

Nos últimos meses a equipe do Instituto Espaço de Vida teve o privilegio de conhecer uma família muito especial: Fernanda, Diego e a pequena Maya.

Maya (@omundodamaya) foi diagnosticada com Dermatite Atópica aos 6 meses de idade, por conta de lesões no pescoço, boca, pernas e joelhos. Os pais nunca tinham ouvido falar sobre DA, contam como foi essa descoberta, quais foram os tratamentos e como juntos enfrentaram todos os obstáculos e desafios.

Falar sobre DA é essencial para um diagnostico rápido e preciso. Suporte, educação e acolhimento faz com o que os pacientes e cuidadores sintam-se mais seguros e preparados para seguir no tratamento.

Você pode assistir o vídeo clicando aqui!

Estamos aqui com você e por você!

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Suzana, criadora de conteúdo (@minhavidacomdermatite) é a convidada pelo Instituto Espaço de Vida para contar um pouco da sua vida com Dermatite Atópica. Suzana convive com D.A grave desde bebê, já passou por muita coisa na infância e superou muitos traumas, hoje, ela se sente bem para falar sobre o assunto e compartilhar suas experiências. Venha conhecer um pouquinho da história dela, saber sobre seu diagnóstico, tratamentos, e mais…

Você pode assistir ao vídeo clicando aqui.

O Instituto Espaço de Vida agradece pela disposição e participação! Até a próxima Suzana!

#DermatiteAtopica #iEspacodeVida

Chamada @minhavidacomdermatite

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A dermatite atópica (DA) é o tipo mais comum de eczema. É uma condição crônica que pode ir e vir por anos ou ao longo da vida e pode se sobrepor a outros tipos de eczema.

A doença é causada por uma anomalia no sistema imunológico que desencadeia um processo inflamatório e reduz a funcionalidade da barreira que protege a pele, o que permite a entrada de micróbios e substâncias no organismo que provocam reações alérgicas.

Com a dermatite atópica, muitas vezes há “um ciclo vicioso de coceira, arranhões e mais coceira que inflama ainda mais o sistema imunológico e danifica ainda mais a barreira da pele”.

A dermatite pode ter um enorme impacto na qualidade de vida não apenas do paciente, mas da família e dos amigos.

Embora não haja cura – ainda – e a DA possa ser difícil de tratar, os tratamentos estão evoluindo muito e há novos tratamentos e abordagens inovadoras que podem trazer um excelente controle da doença.

Em pessoas com DA, por razões complexas que a ciência ainda não resolveu, o sistema imunológico torna-se desordenado e hiperativo. Isso desencadeia uma inflamação que danifica a barreira da pele, deixando-a seca e propensa a coceiras e erupções cutâneas que podem ter tonalidade roxa, marrom ou acinzentada em tons de pele mais escuros e vermelho em tons de pele mais claros.

Pesquisas mostram que algumas pessoas com eczema, especialmente dermatite atópica, têm uma mutação do gene responsável pela criação da filagrina. A filagrina é uma proteína que ajuda nossos corpos a manter uma barreira protetora saudável na camada superior da pele. Sem filagrina suficiente para construir uma forte barreira cutânea, a umidade pode escapar e bactérias, vírus e outros podem entrar. É por isso que muitas pessoas com DA têm a pele muito seca e propensa a infecções.

A coceira é a marca registrada da DA, com alguns dados mostrando que mais de 85% das pessoas com a condição experimentam esse sintoma angustiante todos os dias. Pele dolorida ou dolorida e falta de sono causada pela coceira também são comuns.

Pessoas com DA podem ter erupções cutâneas em qualquer parte do corpo que podem escorrer, derramar fluido e sangrar quando arranhadas, tornando a pele vulnerável a infecções. A pele pode ficar seca e descolorida, e arranhões repetidos podem causar espessamento e endurecimento – um processo chamado liquenificação.

O diagnóstico da dermatite atópica é baseado em critérios específicos que levam em conta a história do paciente e as manifestações clínicas.

O médico irá avaliar os sintomas e o grau de gravidade para definir se o paciente tem ou não dermatite atópica. O diagnóstico da doença não requer testes invasivos.

QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS GATILHOS DA COCEIRA NA DERMATITE ATÓPICA?
É fundamental lembrar-se de que o paciente com dermatite atópica apresenta a barreira cutânea defeituosa e a pele sensível a diversos estímulos. Os principais gatilhos da doença incluem: banhos quentes e prolongados, uso excessivo de sabonetes, banhos em piscina com cloro, uso de emolientes inadequados, ar-condicionado, poluição e baixa umidade do ar, fricção da pele, medicações, estresse, produtos químicos e nutrição (dietas de exclusão).

HÁ MAIOR SUSCETIBILIDADE ÀS INFECÇÕES DA PELE PARA A DERMATITE ATÓPICA?
Sim pois o desequilíbrio imunológico pode contribuir para o aumento de infecções bacterianas e virais em pacientes com dermatite atópica e as lesões de pele funcionam como porta de entrada para os agentes infecciosos.

É muito importante prestar atenção nos sinais e sintomas da dermatite atópica que estejam afetando sua vida, como por exemplo:
• Dificuldades para dormir por conta do desconforto causado pelos sintomas
• Lesões e coceira constante na pele
• Sintomas de ansiedade e depressão
• Isolamento social ou dificuldades para realização de atividades diárias
• Redução na produtividade, no trabalho ou na escola

O tratamento da dermatite atópica visa restabelecer a barreira cutânea, que inclui hidratação e reparação da pele, limitando a coceira e diminuindo a inflamação, quando possível. Portanto, um tratamento bem-sucedido requer abordagem multiterapêutica, que envolve educação do paciente, boas práticas de cuidados da pele, entre outros.

Quando a DA é leve, o manejo pode incluir:
• Evitar gatilhos conhecidos
• Manter uma rotina regular de banho e hidratação, para proteger e fortalecer a barreira da pele
• Sono de alta qualidade
• Antihistaminicos
• Comer uma dieta saudável
• Controlar o estresse

Se esses métodos não forem suficientes, outros tratamentos incluem:
• Corticosteroides tópicos
• Tópicos não esteroides
• Medicamentos biológicos

OS TRATAMENTOS PARA DERMATITE ATÓPICA

TRATAMENTOS TÓPICOS
São medicamentos aplicados na pele para controlar os sintomas e reduzir a inflamação. Os mais comuns incluem esteróides prescritos em diferentes potencias. Há também inibidores de calcineurina, inibidores de PDE4 e inibidores de Janus quinase (JAK).

Inibidores tópicos de calcineurina (TCIs)
Os inibidores tópicos de calcineurina (TCIs) são medicamentos não esteroides que funcionam impedindo que certas células do sistema imunológico “liguem”, prevenindo sintomas como vermelhidão, coceira e inflamação.

Dois TCIs estão disponíveis para uso em eczema, pomada de tacrolimus (Protopic® e opções genéricas) e creme de pimecrolimus.
Os TCIs podem ser aplicados em todas as áreas afetadas da pele, incluindo áreas de pele delicada ou mais fina, como face, pálpebras, genitais ou dobras cutâneas, onde o uso de esteróides tópicos a curto ou longo prazo pode não ser preferido. Os TCIs podem ser usados ​​por longos períodos de tempo para controlar os sintomas e reduzir as crises. Os efeitos colaterais comuns com os TCIs incluem uma leve sensação de queimação ou picada quando o medicamento é aplicado pela primeira vez na pele.

Esteróides
Os esteróides são substâncias naturais que nosso corpo produz para regular o crescimento e a função imunológica. Os corticosteróides têm sido usados ​​por mais de 60 anos em medicamentos tópicos para tratar muitos tipos de condições inflamatórias da pele, incluindo eczema. Os esteróides tópicos são usados ​​para dermatite atópica em adultos e crianças.
Existem vários tipos diferentes de esteróides tópicos, bem como diferentes concentrações .

NOVAS TERAPIAS BIOLÓGICAS

COMO AS TERAPIAS BIOLÓGICAS FUNCIONAM NO CORPO PARA COMBATER A DERMATITE ATÓPICA?
A dermatite atópica é causada, em parte, por um sistema imunológico hiperativo, que desencadeia moléculas inflamatórias chamadas citocinas – em particular, a citocina interleucina-4 (IL-4) e interleucina-13 (IL-13) – quando detecta certos irritantes

Em termos médicos, os biológicos são medicamentos muito “direcionados”, o que significa que funcionam concentrando-se em moléculas específicas no corpo responsáveis ​​por desencadear a inflamação.

Os medicamentos biológicos revolucionaram o tratamento de vários distúrbios dermatológicos. Enquanto alguns outros medicamentos reduzem a inflamação de maneira ampla, esses medicamentos funcionam visando moléculas específicas no corpo.

RINVOQ® (upadacitinibe)
Rinvoq® foi aprovado pela ANVISA em maio de 2022. É um medicamento oral inibidor seletivo e reversível de Janus Kinase 1 (JAK1) para o tratamento de dermatite atópica (DA) moderada a grave em adultos e crianças com 12 anos de idade ou mais, candidatos à terapia sistêmica.
No caso da dermatite atópica, ao inibir a ação da JAK 1, o medicamento modula a ação das substâncias envolvidas no processo inflamatório, interrompendo o ciclo da doença desde o início.

A família JAK tem quatro membros – os inibidores JAK podem ter como alvo um ou mais desses membros da família para bloquear esses sinais imunológicos e inibir o efeito inflamatório das principais citocinas envolvidas na DA. Rinvoq funciona bloqueando seletivamente a JAK1, resultando na melhora dos sinais e sintomas da DA.

DUPIXENT®(dupilumabe)
Dupixent® é um agente imunorregulador direcionado que inibe de maneira seletiva e simultânea a sinalização da IL-4 e IL-13, bloqueando o componente compartilhado obrigatório do complexo do receptor de IL-4/IL-13. Em outras palavras, é um anticorpo monoclonal, um clone da célula de defesa humana alterada para inibir a ação de substancias envolvidas no desenvolvimento da doença.

Destina-se a inibir os principais fatores desencadeantes da doença para obter benefício clínico sem os efeitos colaterais comumente observados com os imunossupressores sistêmicos não seletivos existentes.

Foi a primeira terapia biológica aprovada para pacientes adultos e adolescentes com DA e agora também foi demonstrado um perfil de benefício-risco positivo no tratamento da dermatite atópica em crianças a partir dos 6 anos de idade.

É indicado para o tratamento de crianças a partir de 6anos de idade, adolescentes e adultos com dermatite atópica grave cuja doença não é adequadamente controlada com tratamentos tópicos ou quando estes tratamentos não são aconselhados. Pode ser utilizado com ou sem corticosteroide tópico. Sua administração é feita por injeção subcutânea.

Nos EUA o medicamento esta aprovado pelo FDA para o tratamento de crianças com dermatite atópica moderada ou severa a partir de 6 meses de idade. É o primeiro medicamento biológico aprovado para essa faixa etária.

OLUMIANT® (baricitinibe)
Olumiant® é um medicamento oral, inibidor das Janus Quinase (JAK), indicado para o tratamento de pacientes adultos com dermatite atópica moderada a grave, que são candidatos a terapia sistêmica.

CIBINQO®(abrocitinibe)
CIBINQO® é um medicamento oral, inibidor da Janus Quinase (JAK) indicado para o tratamento de adultos com dermatite atópica refratária moderada a grave cuja doença não é controlada adequadamente com outros medicamentos sistêmicos, incluindo biológicos, ou quando o uso dessas terapias é desaconselhável.

Cibinqo® pode ajudar a aliviar o sintoma característico da coceira intensa e demonstrou melhorias rápidas na limpeza da pele, extensão e gravidade da doença.

Foi aprovado na Comunidade Européia em dezembro de 2021 e nos Estados Unidos em janeiro de 2022. O medicamento encontra-se em processo de registro no Brasil.

A dermatite atópica (DA) é o tipo mais comum de eczema. É uma condição crônica que pode ir e vir por anos ou ao longo da vida e pode se sobrepor a outros tipos de eczema.

A doença é causada por uma anomalia no sistema imunológico que desencadeia um processo inflamatório e reduz a funcionalidade da barreira que protege a pele, o que permite a entrada de micróbios e substâncias no organismo que provocam reações alérgicas.

Com a dermatite atópica, muitas vezes há “um ciclo vicioso de coceira, arranhões e mais coceira que inflama ainda mais o sistema imunológico e danifica ainda mais a barreira da pele”.

A dermatite pode ter um enorme impacto na qualidade de vida não apenas do paciente, mas da família e dos amigos.

Embora não haja cura – ainda – e a DA possa ser difícil de tratar, os tratamentos estão evoluindo muito e há novos tratamentos e abordagens inovadoras que podem trazer um excelente controle da doença.

Em pessoas com DA, por razões complexas que a ciência ainda não resolveu, o sistema imunológico torna-se desordenado e hiperativo. Isso desencadeia uma inflamação que danifica a barreira da pele, deixando-a seca e propensa a coceiras e erupções cutâneas que podem ter tonalidade roxa, marrom ou acinzentada em tons de pele mais escuros e vermelho em tons de pele mais claros.

Pesquisas mostram que algumas pessoas com eczema, especialmente dermatite atópica, têm uma mutação do gene responsável pela criação da filagrina. A filagrina é uma proteína que ajuda nossos corpos a manter uma barreira protetora saudável na camada superior da pele. Sem filagrina suficiente para construir uma forte barreira cutânea, a umidade pode escapar e bactérias, vírus e outros podem entrar. É por isso que muitas pessoas com DA têm a pele muito seca e propensa a infecções.

A coceira é a marca registrada da DA, com alguns dados mostrando que mais de 85% das pessoas com a condição experimentam esse sintoma angustiante todos os dias. Pele dolorida ou dolorida e falta de sono causada pela coceira também são comuns.

Pessoas com DA podem ter erupções cutâneas em qualquer parte do corpo que podem escorrer, derramar fluido e sangrar quando arranhadas, tornando a pele vulnerável a infecções. A pele pode ficar seca e descolorida, e arranhões repetidos podem causar espessamento e endurecimento – um processo chamado liquenificação.

O diagnóstico da dermatite atópica é baseado em critérios específicos que levam em conta a história do paciente e as manifestações clínicas.

O médico irá avaliar os sintomas e o grau de gravidade para definir se o paciente tem ou não dermatite atópica. O diagnóstico da doença não requer testes invasivos.

QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS GATILHOS DA COCEIRA NA DERMATITE ATÓPICA?
É fundamental lembrar-se de que o paciente com dermatite atópica apresenta a barreira cutânea defeituosa e a pele sensível a diversos estímulos. Os principais gatilhos da doença incluem: banhos quentes e prolongados, uso excessivo de sabonetes, banhos em piscina com cloro, uso de emolientes inadequados, ar-condicionado, poluição e baixa umidade do ar, fricção da pele, medicações, estresse, produtos químicos e nutrição (dietas de exclusão).

HÁ MAIOR SUSCETIBILIDADE ÀS INFECÇÕES DA PELE PARA A DERMATITE ATÓPICA?
Sim pois o desequilíbrio imunológico pode contribuir para o aumento de infecções bacterianas e virais em pacientes com dermatite atópica e as lesões de pele funcionam como porta de entrada para os agentes infecciosos.

É muito importante prestar atenção nos sinais e sintomas da dermatite atópica que estejam afetando sua vida, como por exemplo:
• Dificuldades para dormir por conta do desconforto causado pelos sintomas
• Lesões e coceira constante na pele
• Sintomas de ansiedade e depressão
• Isolamento social ou dificuldades para realização de atividades diárias
• Redução na produtividade, no trabalho ou na escola

O tratamento da dermatite atópica visa restabelecer a barreira cutânea, que inclui hidratação e reparação da pele, limitando a coceira e diminuindo a inflamação, quando possível. Portanto, um tratamento bem-sucedido requer abordagem multiterapêutica, que envolve educação do paciente, boas práticas de cuidados da pele, entre outros.

Quando a DA é leve, o manejo pode incluir:
• Evitar gatilhos conhecidos
• Manter uma rotina regular de banho e hidratação, para proteger e fortalecer a barreira da pele
• Sono de alta qualidade
• Antihistaminicos
• Comer uma dieta saudável
• Controlar o estresse

Se esses métodos não forem suficientes, outros tratamentos incluem:
• Corticosteroides tópicos
• Tópicos não esteroides
• Medicamentos biológicos

OS TRATAMENTOS PARA DERMATITE ATÓPICA

TRATAMENTOS TÓPICOS
São medicamentos aplicados na pele para controlar os sintomas e reduzir a inflamação. Os mais comuns incluem esteróides prescritos em diferentes potencias. Há também inibidores de calcineurina, inibidores de PDE4 e inibidores de Janus quinase (JAK).

Inibidores tópicos de calcineurina (TCIs)
Os inibidores tópicos de calcineurina (TCIs) são medicamentos não esteroides que funcionam impedindo que certas células do sistema imunológico “liguem”, prevenindo sintomas como vermelhidão, coceira e inflamação.

Dois TCIs estão disponíveis para uso em eczema, pomada de tacrolimus (Protopic® e opções genéricas) e creme de pimecrolimus.
Os TCIs podem ser aplicados em todas as áreas afetadas da pele, incluindo áreas de pele delicada ou mais fina, como face, pálpebras, genitais ou dobras cutâneas, onde o uso de esteróides tópicos a curto ou longo prazo pode não ser preferido. Os TCIs podem ser usados ​​por longos períodos de tempo para controlar os sintomas e reduzir as crises. Os efeitos colaterais comuns com os TCIs incluem uma leve sensação de queimação ou picada quando o medicamento é aplicado pela primeira vez na pele.

Esteróides
Os esteróides são substâncias naturais que nosso corpo produz para regular o crescimento e a função imunológica. Os corticosteróides têm sido usados ​​por mais de 60 anos em medicamentos tópicos para tratar muitos tipos de condições inflamatórias da pele, incluindo eczema. Os esteróides tópicos são usados ​​para dermatite atópica em adultos e crianças.
Existem vários tipos diferentes de esteróides tópicos, bem como diferentes concentrações .

NOVAS TERAPIAS BIOLÓGICAS

COMO AS TERAPIAS BIOLÓGICAS FUNCIONAM NO CORPO PARA COMBATER A DERMATITE ATÓPICA?
A dermatite atópica é causada, em parte, por um sistema imunológico hiperativo, que desencadeia moléculas inflamatórias chamadas citocinas – em particular, a citocina interleucina-4 (IL-4) e interleucina-13 (IL-13) – quando detecta certos irritantes

Em termos médicos, os biológicos são medicamentos muito “direcionados”, o que significa que funcionam concentrando-se em moléculas específicas no corpo responsáveis ​​por desencadear a inflamação.

Os medicamentos biológicos revolucionaram o tratamento de vários distúrbios dermatológicos. Enquanto alguns outros medicamentos reduzem a inflamação de maneira ampla, esses medicamentos funcionam visando moléculas específicas no corpo.

RINVOQ® (upadacitinibe)
Rinvoq® foi aprovado pela ANVISA em maio de 2022. É um medicamento oral inibidor seletivo e reversível de Janus Kinase 1 (JAK1) para o tratamento de dermatite atópica (DA) moderada a grave em adultos e crianças com 12 anos de idade ou mais, candidatos à terapia sistêmica.
No caso da dermatite atópica, ao inibir a ação da JAK 1, o medicamento modula a ação das substâncias envolvidas no processo inflamatório, interrompendo o ciclo da doença desde o início.

A família JAK tem quatro membros – os inibidores JAK podem ter como alvo um ou mais desses membros da família para bloquear esses sinais imunológicos e inibir o efeito inflamatório das principais citocinas envolvidas na DA. Rinvoq funciona bloqueando seletivamente a JAK1, resultando na melhora dos sinais e sintomas da DA.

DUPIXENT®(dupilumabe)
Dupixent® é um agente imunorregulador direcionado que inibe de maneira seletiva e simultânea a sinalização da IL-4 e IL-13, bloqueando o componente compartilhado obrigatório do complexo do receptor de IL-4/IL-13. Em outras palavras, é um anticorpo monoclonal, um clone da célula de defesa humana alterada para inibir a ação de substancias envolvidas no desenvolvimento da doença.

Destina-se a inibir os principais fatores desencadeantes da doença para obter benefício clínico sem os efeitos colaterais comumente observados com os imunossupressores sistêmicos não seletivos existentes.

Foi a primeira terapia biológica aprovada para pacientes adultos e adolescentes com DA e agora também foi demonstrado um perfil de benefício-risco positivo no tratamento da dermatite atópica em crianças a partir dos 6 anos de idade.

É indicado para o tratamento de crianças a partir de 6anos de idade, adolescentes e adultos com dermatite atópica grave cuja doença não é adequadamente controlada com tratamentos tópicos ou quando estes tratamentos não são aconselhados. Pode ser utilizado com ou sem corticosteroide tópico. Sua administração é feita por injeção subcutânea.

Nos EUA o medicamento esta aprovado pelo FDA para o tratamento de crianças com dermatite atópica moderada ou severa a partir de 6 meses de idade. É o primeiro medicamento biológico aprovado para essa faixa etária.

OLUMIANT® (baricitinibe)
Olumiant® é um medicamento oral, inibidor das Janus Quinase (JAK), indicado para o tratamento de pacientes adultos com dermatite atópica moderada a grave, que são candidatos a terapia sistêmica.

CIBINQO®(abrocitinibe)
CIBINQO® é um medicamento oral, inibidor da Janus Quinase (JAK) indicado para o tratamento de adultos com dermatite atópica refratária moderada a grave cuja doença não é controlada adequadamente com outros medicamentos sistêmicos, incluindo biológicos, ou quando o uso dessas terapias é desaconselhável.

Cibinqo® pode ajudar a aliviar o sintoma característico da coceira intensa e demonstrou melhorias rápidas na limpeza da pele, extensão e gravidade da doença.

Foi aprovado na Comunidade Européia em dezembro de 2021 e nos Estados Unidos em janeiro de 2022. O medicamento encontra-se em processo de registro no Brasil.

O que é?

A dermatite atópica (DA) é o tipo mais comum de eczema. É uma condição crônica que pode ir e vir por anos ou ao longo da vida e pode se sobrepor a outros tipos de eczema.

A doença é causada por uma anomalia no sistema imunológico que desencadeia um processo inflamatório e reduz a funcionalidade da barreira que protege a pele, o que permite a entrada de micróbios e substâncias no organismo que provocam reações alérgicas.

Com a dermatite atópica, muitas vezes há “um ciclo vicioso de coceira, arranhões e mais coceira que inflama ainda mais o sistema imunológico e danifica ainda mais a barreira da pele”.

A dermatite pode ter um enorme impacto na qualidade de vida não apenas do paciente, mas da família e dos amigos.

Embora não haja cura – ainda – e a DA possa ser difícil de tratar, os tratamentos estão evoluindo muito e há novos tratamentos e abordagens inovadoras que podem trazer um excelente controle da doença.

Em pessoas com DA, por razões complexas que a ciência ainda não resolveu, o sistema imunológico torna-se desordenado e hiperativo. Isso desencadeia uma inflamação que danifica a barreira da pele, deixando-a seca e propensa a coceiras e erupções cutâneas que podem ter tonalidade roxa, marrom ou acinzentada em tons de pele mais escuros e vermelho em tons de pele mais claros.

Pesquisas mostram que algumas pessoas com eczema, especialmente dermatite atópica, têm uma mutação do gene responsável pela criação da filagrina. A filagrina é uma proteína que ajuda nossos corpos a manter uma barreira protetora saudável na camada superior da pele. Sem filagrina suficiente para construir uma forte barreira cutânea, a umidade pode escapar e bactérias, vírus e outros podem entrar. É por isso que muitas pessoas com DA têm a pele muito seca e propensa a infecções.

Sintomas

A coceira é a marca registrada da DA, com alguns dados mostrando que mais de 85% das pessoas com a condição experimentam esse sintoma angustiante todos os dias. Pele dolorida ou dolorida e falta de sono causada pela coceira também são comuns.

Pessoas com DA podem ter erupções cutâneas em qualquer parte do corpo que podem escorrer, derramar fluido e sangrar quando arranhadas, tornando a pele vulnerável a infecções. A pele pode ficar seca e descolorida, e arranhões repetidos podem causar espessamento e endurecimento – um processo chamado liquenificação.

Diagnóstico

O diagnóstico da dermatite atópica é baseado em critérios específicos que levam em conta a história do paciente e as manifestações clínicas.

O médico irá avaliar os sintomas e o grau de gravidade para definir se o paciente tem ou não dermatite atópica. O diagnóstico da doença não requer testes invasivos.

Fatores desencadeantes

QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS GATILHOS DA COCEIRA NA DERMATITE ATÓPICA?
É fundamental lembrar-se de que o paciente com dermatite atópica apresenta a barreira cutânea defeituosa e a pele sensível a diversos estímulos. Os principais gatilhos da doença incluem: banhos quentes e prolongados, uso excessivo de sabonetes, banhos em piscina com cloro, uso de emolientes inadequados, ar-condicionado, poluição e baixa umidade do ar, fricção da pele, medicações, estresse, produtos químicos e nutrição (dietas de exclusão).

HÁ MAIOR SUSCETIBILIDADE ÀS INFECÇÕES DA PELE PARA A DERMATITE ATÓPICA?
Sim pois o desequilíbrio imunológico pode contribuir para o aumento de infecções bacterianas e virais em pacientes com dermatite atópica e as lesões de pele funcionam como porta de entrada para os agentes infecciosos.

Tratamento

É muito importante prestar atenção nos sinais e sintomas da dermatite atópica que estejam afetando sua vida, como por exemplo:
• Dificuldades para dormir por conta do desconforto causado pelos sintomas
• Lesões e coceira constante na pele
• Sintomas de ansiedade e depressão
• Isolamento social ou dificuldades para realização de atividades diárias
• Redução na produtividade, no trabalho ou na escola

O tratamento da dermatite atópica visa restabelecer a barreira cutânea, que inclui hidratação e reparação da pele, limitando a coceira e diminuindo a inflamação, quando possível. Portanto, um tratamento bem-sucedido requer abordagem multiterapêutica, que envolve educação do paciente, boas práticas de cuidados da pele, entre outros.

Quando a DA é leve, o manejo pode incluir:
• Evitar gatilhos conhecidos
• Manter uma rotina regular de banho e hidratação, para proteger e fortalecer a barreira da pele
• Sono de alta qualidade
• Antihistaminicos
• Comer uma dieta saudável
• Controlar o estresse

Se esses métodos não forem suficientes, outros tratamentos incluem:
• Corticosteroides tópicos
• Tópicos não esteroides
• Medicamentos biológicos

OS TRATAMENTOS PARA DERMATITE ATÓPICA

TRATAMENTOS TÓPICOS
São medicamentos aplicados na pele para controlar os sintomas e reduzir a inflamação. Os mais comuns incluem esteróides prescritos em diferentes potencias. Há também inibidores de calcineurina, inibidores de PDE4 e inibidores de Janus quinase (JAK).

Inibidores tópicos de calcineurina (TCIs)
Os inibidores tópicos de calcineurina (TCIs) são medicamentos não esteroides que funcionam impedindo que certas células do sistema imunológico “liguem”, prevenindo sintomas como vermelhidão, coceira e inflamação.

Dois TCIs estão disponíveis para uso em eczema, pomada de tacrolimus (Protopic® e opções genéricas) e creme de pimecrolimus.
Os TCIs podem ser aplicados em todas as áreas afetadas da pele, incluindo áreas de pele delicada ou mais fina, como face, pálpebras, genitais ou dobras cutâneas, onde o uso de esteróides tópicos a curto ou longo prazo pode não ser preferido. Os TCIs podem ser usados ​​por longos períodos de tempo para controlar os sintomas e reduzir as crises. Os efeitos colaterais comuns com os TCIs incluem uma leve sensação de queimação ou picada quando o medicamento é aplicado pela primeira vez na pele.

Esteróides
Os esteróides são substâncias naturais que nosso corpo produz para regular o crescimento e a função imunológica. Os corticosteróides têm sido usados ​​por mais de 60 anos em medicamentos tópicos para tratar muitos tipos de condições inflamatórias da pele, incluindo eczema. Os esteróides tópicos são usados ​​para dermatite atópica em adultos e crianças.
Existem vários tipos diferentes de esteróides tópicos, bem como diferentes concentrações .

NOVAS TERAPIAS BIOLÓGICAS

COMO AS TERAPIAS BIOLÓGICAS FUNCIONAM NO CORPO PARA COMBATER A DERMATITE ATÓPICA?
A dermatite atópica é causada, em parte, por um sistema imunológico hiperativo, que desencadeia moléculas inflamatórias chamadas citocinas – em particular, a citocina interleucina-4 (IL-4) e interleucina-13 (IL-13) – quando detecta certos irritantes

Em termos médicos, os biológicos são medicamentos muito “direcionados”, o que significa que funcionam concentrando-se em moléculas específicas no corpo responsáveis ​​por desencadear a inflamação.

Os medicamentos biológicos revolucionaram o tratamento de vários distúrbios dermatológicos. Enquanto alguns outros medicamentos reduzem a inflamação de maneira ampla, esses medicamentos funcionam visando moléculas específicas no corpo.

RINVOQ® (upadacitinibe)
Rinvoq® foi aprovado pela ANVISA em maio de 2022. É um medicamento oral inibidor seletivo e reversível de Janus Kinase 1 (JAK1) para o tratamento de dermatite atópica (DA) moderada a grave em adultos e crianças com 12 anos de idade ou mais, candidatos à terapia sistêmica.
No caso da dermatite atópica, ao inibir a ação da JAK 1, o medicamento modula a ação das substâncias envolvidas no processo inflamatório, interrompendo o ciclo da doença desde o início.

A família JAK tem quatro membros – os inibidores JAK podem ter como alvo um ou mais desses membros da família para bloquear esses sinais imunológicos e inibir o efeito inflamatório das principais citocinas envolvidas na DA. Rinvoq funciona bloqueando seletivamente a JAK1, resultando na melhora dos sinais e sintomas da DA.

DUPIXENT®(dupilumabe)
Dupixent® é um agente imunorregulador direcionado que inibe de maneira seletiva e simultânea a sinalização da IL-4 e IL-13, bloqueando o componente compartilhado obrigatório do complexo do receptor de IL-4/IL-13. Em outras palavras, é um anticorpo monoclonal, um clone da célula de defesa humana alterada para inibir a ação de substancias envolvidas no desenvolvimento da doença.

Destina-se a inibir os principais fatores desencadeantes da doença para obter benefício clínico sem os efeitos colaterais comumente observados com os imunossupressores sistêmicos não seletivos existentes.

Foi a primeira terapia biológica aprovada para pacientes adultos e adolescentes com DA e agora também foi demonstrado um perfil de benefício-risco positivo no tratamento da dermatite atópica em crianças a partir dos 6 anos de idade.

É indicado para o tratamento de crianças a partir de 6anos de idade, adolescentes e adultos com dermatite atópica grave cuja doença não é adequadamente controlada com tratamentos tópicos ou quando estes tratamentos não são aconselhados. Pode ser utilizado com ou sem corticosteroide tópico. Sua administração é feita por injeção subcutânea.

Nos EUA o medicamento esta aprovado pelo FDA para o tratamento de crianças com dermatite atópica moderada ou severa a partir de 6 meses de idade. É o primeiro medicamento biológico aprovado para essa faixa etária.

OLUMIANT® (baricitinibe)
Olumiant® é um medicamento oral, inibidor das Janus Quinase (JAK), indicado para o tratamento de pacientes adultos com dermatite atópica moderada a grave, que são candidatos a terapia sistêmica.

CIBINQO®(abrocitinibe)
CIBINQO® é um medicamento oral, inibidor da Janus Quinase (JAK) indicado para o tratamento de adultos com dermatite atópica refratária moderada a grave cuja doença não é controlada adequadamente com outros medicamentos sistêmicos, incluindo biológicos, ou quando o uso dessas terapias é desaconselhável.

Cibinqo® pode ajudar a aliviar o sintoma característico da coceira intensa e demonstrou melhorias rápidas na limpeza da pele, extensão e gravidade da doença.

Foi aprovado na Comunidade Européia em dezembro de 2021 e nos Estados Unidos em janeiro de 2022. O medicamento encontra-se em processo de registro no Brasil.

Apoio
Outras questões:

QUAL É A PREVALÊNCIA?
A dermatite atópica afeta 7% da população adulta e 25% das crianças no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

QUEM DESENVOLVE DA E POR QUÊ?
A dermatite atópica geralmente começa na infância, geralmente nos primeiros seis meses de vida do bebê. Embora seja uma forma comum de eczema, também é grave e duradoura. Quando você ou seu filho tem dermatite atópica, às vezes pode melhorar; mas em outros momentos, pode piorar. Em algumas crianças, os sintomas podem diminuir à medida que crescem, enquanto outras crianças terão crises de dermatite atópica na idade adulta.

A dermatite atópica existe com duas outras condições alérgicas: asma e febre do feno (rinite alérgica). Pessoas que têm asma e/ou febre do feno ou que têm familiares que têm, são mais propensas a desenvolver DA.

Felizmente, até 70% das crianças com dermatite atópica entrarão em remissão clínica antes da adolescência.

A DERMATITE ATÓPICA TEM CURA?
A dermatite atópica é uma doença crônica. Ela pode ser controlada, mas não tem cura.
As boas notícias? Os dermatologistas têm uma ampla gama de medicamentos que podem ajudar a tratar a dermatite atópica. O tipo mais recente em seu arsenal são os medicamentos biológicos, que podem ajudar a conter a inflamação e melhorar muito a qualidade de vida dos pacientes.

A IMPORTÂNCIA DA HIDRATAÇÃO DA PELE
A hidratação é muito importante para quem sofre de dermatite atópica, uma vez que a maior parte das pessoas nessa condição tem a pele seca.

Dicas simples e eficazes:
• É importante tomar banhos rápidos, não muito quentes, com pouca aplicação de sabonete.
• Existem os Syndets, que são detergentes sintéticos que não modificam o pH em alérgicos. Há vários produtos com essa tecnologia. Certifique-se de que esta escrito Syndet e o pH deve ser em torno de 5. Eucerin em Barra pH5, a linha Baby Dove, linha Johnson Baby, linha Cetaphyl são alguns dos disponíveis.
• Faça a hidratação da pele com um creme hidratante neutro. Prefira cremes por serem mais densos que loções.
• Não use nenhum tipo de bucha
• Não use receitas caseiras – consulte sempre eu médico
• Não use nenhum tipo de antibiótico em pó pois a pele pode ficar sensibilizada
• Na lavagem das roupas prefira sabão de coco. E não use amaciante.
• Prefira as roupas de algodão
• Perfumes e loções podem desencadear uma reação alérgica. Nossa sugestão é aplicar o perfume na roupa (a não ser que você tenha sensibilidade ao perfume)
• Outro cuidado é o de fortalecer a barreira da pele, ou seja, evitar seu contato com a poeira, pólen, sabonetes com perfume, produtos de limpeza doméstica e tabaco, que são agentes que podem desencadear uma crise.

Doenças

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Câncer

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Eczema

O QUE É ECZEMA?
Eczema é o nome de um grupo de condições inflamatórias da pele que causa coceira, pele seca, erupções cutâneas, manchas escamosas, bolhas e infecções de pele. A coceira na pele é o sintoma mais comum do eczema.

Existem sete tipos diferentes de eczema:
• Dermatite Atópica
• Dermatite de Contato
• Eczema Disidrótico
• Eczema Numular
• Dermatite Seborreica
• Dermatite de Estase

O eczema pode começar durante a infância, adolescência ou idade adulta – e pode variar de leve a grave. Os bebês recém-nascidos podem apresentar eczema nas primeiras semanas e meses após o nascimento. Crianças pequenas com eczema podem apresentar manchas de pele extremamente secas; coceira na pele que pode levar a bolhas e infecções de pele devido a arranhões excessivos. Muitas pessoas com eczema usam a expressão “explosão” para descrever uma fase do eczema quando estão experimentando um ou mais sintomas agudos ou efeitos colaterais de coceira prolongada; eczema grave pode incluir períodos de surtos que podem durar muitos dias ou até várias semanas.

A dermatite atópica, o tipo mais comum de eczema (às vezes chamado de “eczema atópico”), resulta de um sistema imunológico hiperativo que faz com que a barreira da pele fique seca e com coceira. Eczema não é contagioso. Você não pode “pegar” de outra pessoa. Embora a causa exata do eczema seja desconhecida, os pesquisadores sabem que as pessoas desenvolvem eczema por causa de uma interação entre genes e gatilhos ambientais. Muitas pessoas com eczema frequentemente relatam sintomas comorbidade de febre do feno, asma alérgica e alergias alimentares. O cuidado adequado e consistente da pele é essencial na prevenção e tratamento do eczema.

QUAIS SÃO AS CAUSAS DO ECZEMA?
Muitos fatores podem contribuir para o eczema, incluindo uma interação entre seu ambiente e seus genes. Quando um irritante ou um alérgeno de fora ou de dentro do corpo “liga” o sistema imunológico, ele produz inflamação ou surto na superfície da pele. Essa inflamação causa os sintomas comuns à maioria dos tipos de eczema. Dobras da pele, especialmente as áreas de flexão atrás dos joelhos, cotovelos, pernas e outras áreas da pele que se esfregam umas nas outras podem causar irritação. Há também um componente genético potencial para o eczema que inclui uma proteína chamada “filagrina” que ajuda a manter a umidade da pele; uma deficiência de filagrina pode levar a uma pele mais seca e com coceira.

Muitos itens domésticos comuns também são potenciais irritantes ambientais e podem causar reações alérgicas que levam a um surto de eczema.

Outros gatilhos comuns de eczema podem incluir:
• Exposição prolongada ao ar seco, calor ou frio extremos
• Alguns tipos de sabonete, xampu, banho de espuma, sabonete líquido, produtos de limpeza facial
• Detergentes para roupas e amaciantes com aditivos químicos
• Certos tecidos como lã ou poliéster em roupas e lençóis
• Limpadores e desinfetantes de superfície
• Líquidos naturais como o suco de frutas, legumes e carnes
• Fragrâncias em velas
• Metais, especialmente níquel, em joias ou utensílios
• Formaldeído, que é encontrado em desinfetantes domésticos, algumas vacinas, colas e adesivos
• Isotiazolinona, um antibacteriano encontrado em produtos de higiene pessoal, como lenços umedecidos
• Cocamidopropil betaína, que é usada para engrossar xampus e loções
• Parafenilenodiamina, que é usada em corantes de couro e tatuagens temporárias

O estresse emocional também pode desencadear um surto de eczema, mas não se sabe exatamente o porquê. Os sintomas e crises de eczema de algumas pessoas pioram quando estão se sentindo “estressadas”. Outros podem ficar estressados, apenas sabendo que têm eczema, e isso pode fazer sua pele se inflamar.

Doenças

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Dermatite Atópica

A dermatite atópica (DA) é o tipo mais comum de eczema. É uma condição crônica que pode ir e vir por anos ou ao longo da vida e pode se sobrepor a outros tipos de eczema.

A doença é causada por uma anomalia no sistema imunológico que desencadeia um processo inflamatório e reduz a funcionalidade da barreira que protege a pele, o que permite a entrada de micróbios e substâncias no organismo que provocam reações alérgicas.

Com a dermatite atópica, muitas vezes há “um ciclo vicioso de coceira, arranhões e mais coceira que inflama ainda mais o sistema imunológico e danifica ainda mais a barreira da pele”.

A dermatite pode ter um enorme impacto na qualidade de vida não apenas do paciente, mas da família e dos amigos.

Embora não haja cura – ainda – e a DA possa ser difícil de tratar, os tratamentos estão evoluindo muito e há novos tratamentos e abordagens inovadoras que podem trazer um excelente controle da doença.

Em pessoas com DA, por razões complexas que a ciência ainda não resolveu, o sistema imunológico torna-se desordenado e hiperativo. Isso desencadeia uma inflamação que danifica a barreira da pele, deixando-a seca e propensa a coceiras e erupções cutâneas que podem ter tonalidade roxa, marrom ou acinzentada em tons de pele mais escuros e vermelho em tons de pele mais claros.

Pesquisas mostram que algumas pessoas com eczema, especialmente dermatite atópica, têm uma mutação do gene responsável pela criação da filagrina. A filagrina é uma proteína que ajuda nossos corpos a manter uma barreira protetora saudável na camada superior da pele. Sem filagrina suficiente para construir uma forte barreira cutânea, a umidade pode escapar e bactérias, vírus e outros podem entrar. É por isso que muitas pessoas com DA têm a pele muito seca e propensa a infecções.

Outras questões:

QUAL É A PREVALÊNCIA?
A dermatite atópica afeta 7% da população adulta e 25% das crianças no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

QUEM DESENVOLVE DA E POR QUÊ?
A dermatite atópica geralmente começa na infância, geralmente nos primeiros seis meses de vida do bebê. Embora seja uma forma comum de eczema, também é grave e duradoura. Quando você ou seu filho tem dermatite atópica, às vezes pode melhorar; mas em outros momentos, pode piorar. Em algumas crianças, os sintomas podem diminuir à medida que crescem, enquanto outras crianças terão crises de dermatite atópica na idade adulta.

A dermatite atópica existe com duas outras condições alérgicas: asma e febre do feno (rinite alérgica). Pessoas que têm asma e/ou febre do feno ou que têm familiares que têm, são mais propensas a desenvolver DA.

Felizmente, até 70% das crianças com dermatite atópica entrarão em remissão clínica antes da adolescência.

A DERMATITE ATÓPICA TEM CURA?
A dermatite atópica é uma doença crônica. Ela pode ser controlada, mas não tem cura.
As boas notícias? Os dermatologistas têm uma ampla gama de medicamentos que podem ajudar a tratar a dermatite atópica. O tipo mais recente em seu arsenal são os medicamentos biológicos, que podem ajudar a conter a inflamação e melhorar muito a qualidade de vida dos pacientes.

A IMPORTÂNCIA DA HIDRATAÇÃO DA PELE
A hidratação é muito importante para quem sofre de dermatite atópica, uma vez que a maior parte das pessoas nessa condição tem a pele seca.

Dicas simples e eficazes:
• É importante tomar banhos rápidos, não muito quentes, com pouca aplicação de sabonete.
• Existem os Syndets, que são detergentes sintéticos que não modificam o pH em alérgicos. Há vários produtos com essa tecnologia. Certifique-se de que esta escrito Syndet e o pH deve ser em torno de 5. Eucerin em Barra pH5, a linha Baby Dove, linha Johnson Baby, linha Cetaphyl são alguns dos disponíveis.
• Faça a hidratação da pele com um creme hidratante neutro. Prefira cremes por serem mais densos que loções.
• Não use nenhum tipo de bucha
• Não use receitas caseiras – consulte sempre eu médico
• Não use nenhum tipo de antibiótico em pó pois a pele pode ficar sensibilizada
• Na lavagem das roupas prefira sabão de coco. E não use amaciante.
• Prefira as roupas de algodão
• Perfumes e loções podem desencadear uma reação alérgica. Nossa sugestão é aplicar o perfume na roupa (a não ser que você tenha sensibilidade ao perfume)
• Outro cuidado é o de fortalecer a barreira da pele, ou seja, evitar seu contato com a poeira, pólen, sabonetes com perfume, produtos de limpeza doméstica e tabaco, que são agentes que podem desencadear uma crise.

A coceira é a marca registrada da DA, com alguns dados mostrando que mais de 85% das pessoas com a condição experimentam esse sintoma angustiante todos os dias. Pele dolorida ou dolorida e falta de sono causada pela coceira também são comuns.

Pessoas com DA podem ter erupções cutâneas em qualquer parte do corpo que podem escorrer, derramar fluido e sangrar quando arranhadas, tornando a pele vulnerável a infecções. A pele pode ficar seca e descolorida, e arranhões repetidos podem causar espessamento e endurecimento – um processo chamado liquenificação.

O diagnóstico da dermatite atópica é baseado em critérios específicos que levam em conta a história do paciente e as manifestações clínicas.

O médico irá avaliar os sintomas e o grau de gravidade para definir se o paciente tem ou não dermatite atópica. O diagnóstico da doença não requer testes invasivos.

QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS GATILHOS DA COCEIRA NA DERMATITE ATÓPICA?
É fundamental lembrar-se de que o paciente com dermatite atópica apresenta a barreira cutânea defeituosa e a pele sensível a diversos estímulos. Os principais gatilhos da doença incluem: banhos quentes e prolongados, uso excessivo de sabonetes, banhos em piscina com cloro, uso de emolientes inadequados, ar-condicionado, poluição e baixa umidade do ar, fricção da pele, medicações, estresse, produtos químicos e nutrição (dietas de exclusão).

HÁ MAIOR SUSCETIBILIDADE ÀS INFECÇÕES DA PELE PARA A DERMATITE ATÓPICA?
Sim pois o desequilíbrio imunológico pode contribuir para o aumento de infecções bacterianas e virais em pacientes com dermatite atópica e as lesões de pele funcionam como porta de entrada para os agentes infecciosos.

É muito importante prestar atenção nos sinais e sintomas da dermatite atópica que estejam afetando sua vida, como por exemplo:
• Dificuldades para dormir por conta do desconforto causado pelos sintomas
• Lesões e coceira constante na pele
• Sintomas de ansiedade e depressão
• Isolamento social ou dificuldades para realização de atividades diárias
• Redução na produtividade, no trabalho ou na escola

O tratamento da dermatite atópica visa restabelecer a barreira cutânea, que inclui hidratação e reparação da pele, limitando a coceira e diminuindo a inflamação, quando possível. Portanto, um tratamento bem-sucedido requer abordagem multiterapêutica, que envolve educação do paciente, boas práticas de cuidados da pele, entre outros.

Quando a DA é leve, o manejo pode incluir:
• Evitar gatilhos conhecidos
• Manter uma rotina regular de banho e hidratação, para proteger e fortalecer a barreira da pele
• Sono de alta qualidade
• Antihistaminicos
• Comer uma dieta saudável
• Controlar o estresse

Se esses métodos não forem suficientes, outros tratamentos incluem:
• Corticosteroides tópicos
• Tópicos não esteroides
• Medicamentos biológicos

OS TRATAMENTOS PARA DERMATITE ATÓPICA

TRATAMENTOS TÓPICOS
São medicamentos aplicados na pele para controlar os sintomas e reduzir a inflamação. Os mais comuns incluem esteróides prescritos em diferentes potencias. Há também inibidores de calcineurina, inibidores de PDE4 e inibidores de Janus quinase (JAK).

Inibidores tópicos de calcineurina (TCIs)
Os inibidores tópicos de calcineurina (TCIs) são medicamentos não esteroides que funcionam impedindo que certas células do sistema imunológico “liguem”, prevenindo sintomas como vermelhidão, coceira e inflamação.

Dois TCIs estão disponíveis para uso em eczema, pomada de tacrolimus (Protopic® e opções genéricas) e creme de pimecrolimus.
Os TCIs podem ser aplicados em todas as áreas afetadas da pele, incluindo áreas de pele delicada ou mais fina, como face, pálpebras, genitais ou dobras cutâneas, onde o uso de esteróides tópicos a curto ou longo prazo pode não ser preferido. Os TCIs podem ser usados ​​por longos períodos de tempo para controlar os sintomas e reduzir as crises. Os efeitos colaterais comuns com os TCIs incluem uma leve sensação de queimação ou picada quando o medicamento é aplicado pela primeira vez na pele.

Esteróides
Os esteróides são substâncias naturais que nosso corpo produz para regular o crescimento e a função imunológica. Os corticosteróides têm sido usados ​​por mais de 60 anos em medicamentos tópicos para tratar muitos tipos de condições inflamatórias da pele, incluindo eczema. Os esteróides tópicos são usados ​​para dermatite atópica em adultos e crianças.
Existem vários tipos diferentes de esteróides tópicos, bem como diferentes concentrações .

NOVAS TERAPIAS BIOLÓGICAS

COMO AS TERAPIAS BIOLÓGICAS FUNCIONAM NO CORPO PARA COMBATER A DERMATITE ATÓPICA?
A dermatite atópica é causada, em parte, por um sistema imunológico hiperativo, que desencadeia moléculas inflamatórias chamadas citocinas – em particular, a citocina interleucina-4 (IL-4) e interleucina-13 (IL-13) – quando detecta certos irritantes

Em termos médicos, os biológicos são medicamentos muito “direcionados”, o que significa que funcionam concentrando-se em moléculas específicas no corpo responsáveis ​​por desencadear a inflamação.

Os medicamentos biológicos revolucionaram o tratamento de vários distúrbios dermatológicos. Enquanto alguns outros medicamentos reduzem a inflamação de maneira ampla, esses medicamentos funcionam visando moléculas específicas no corpo.

RINVOQ® (upadacitinibe)
Rinvoq® foi aprovado pela ANVISA em maio de 2022. É um medicamento oral inibidor seletivo e reversível de Janus Kinase 1 (JAK1) para o tratamento de dermatite atópica (DA) moderada a grave em adultos e crianças com 12 anos de idade ou mais, candidatos à terapia sistêmica.
No caso da dermatite atópica, ao inibir a ação da JAK 1, o medicamento modula a ação das substâncias envolvidas no processo inflamatório, interrompendo o ciclo da doença desde o início.

A família JAK tem quatro membros – os inibidores JAK podem ter como alvo um ou mais desses membros da família para bloquear esses sinais imunológicos e inibir o efeito inflamatório das principais citocinas envolvidas na DA. Rinvoq funciona bloqueando seletivamente a JAK1, resultando na melhora dos sinais e sintomas da DA.

DUPIXENT®(dupilumabe)
Dupixent® é um agente imunorregulador direcionado que inibe de maneira seletiva e simultânea a sinalização da IL-4 e IL-13, bloqueando o componente compartilhado obrigatório do complexo do receptor de IL-4/IL-13. Em outras palavras, é um anticorpo monoclonal, um clone da célula de defesa humana alterada para inibir a ação de substancias envolvidas no desenvolvimento da doença.

Destina-se a inibir os principais fatores desencadeantes da doença para obter benefício clínico sem os efeitos colaterais comumente observados com os imunossupressores sistêmicos não seletivos existentes.

Foi a primeira terapia biológica aprovada para pacientes adultos e adolescentes com DA e agora também foi demonstrado um perfil de benefício-risco positivo no tratamento da dermatite atópica em crianças a partir dos 6 anos de idade.

É indicado para o tratamento de crianças a partir de 6anos de idade, adolescentes e adultos com dermatite atópica grave cuja doença não é adequadamente controlada com tratamentos tópicos ou quando estes tratamentos não são aconselhados. Pode ser utilizado com ou sem corticosteroide tópico. Sua administração é feita por injeção subcutânea.

Nos EUA o medicamento esta aprovado pelo FDA para o tratamento de crianças com dermatite atópica moderada ou severa a partir de 6 meses de idade. É o primeiro medicamento biológico aprovado para essa faixa etária.

OLUMIANT® (baricitinibe)
Olumiant® é um medicamento oral, inibidor das Janus Quinase (JAK), indicado para o tratamento de pacientes adultos com dermatite atópica moderada a grave, que são candidatos a terapia sistêmica.

CIBINQO®(abrocitinibe)
CIBINQO® é um medicamento oral, inibidor da Janus Quinase (JAK) indicado para o tratamento de adultos com dermatite atópica refratária moderada a grave cuja doença não é controlada adequadamente com outros medicamentos sistêmicos, incluindo biológicos, ou quando o uso dessas terapias é desaconselhável.

Cibinqo® pode ajudar a aliviar o sintoma característico da coceira intensa e demonstrou melhorias rápidas na limpeza da pele, extensão e gravidade da doença.

Foi aprovado na Comunidade Européia em dezembro de 2021 e nos Estados Unidos em janeiro de 2022. O medicamento encontra-se em processo de registro no Brasil.

Em breve!

Suzana, criadora de conteúdo (@minhavidacomdermatite) é a convidada pelo Instituto Espaço de Vida para contar um pouco da sua vida com Dermatite Atópica. Suzana convive com D.A grave desde bebê, já passou por muita coisa na infância e superou muitos traumas, hoje, ela se sente bem para falar sobre o assunto e compartilhar suas experiências. Venha conhecer um pouquinho da história dela, saber sobre seu diagnóstico, tratamentos, e mais…

Você pode assistir ao vídeo clicando aqui.

O Instituto Espaço de Vida agradece pela disposição e participação! Até a próxima Suzana!

#DermatiteAtopica #iEspacodeVida

Doenças

Dermatite Atópica

A dermatite atópica (DA) é o tipo mais comum de eczema. É uma condição crônica que pode ir e vir por anos ou ao longo da vida e pode se sobrepor a outros tipos de eczema.

A doença é causada por uma anomalia no sistema imunológico que desencadeia um processo inflamatório e reduz a funcionalidade da barreira que protege a pele, o que permite a entrada de micróbios e substâncias no organismo que provocam reações alérgicas.

Com a dermatite atópica, muitas vezes há “um ciclo vicioso de coceira, arranhões e mais coceira que inflama ainda mais o sistema imunológico e danifica ainda mais a barreira da pele”.

A dermatite pode ter um enorme impacto na qualidade de vida não apenas do paciente, mas da família e dos amigos.

Embora não haja cura – ainda – e a DA possa ser difícil de tratar, os tratamentos estão evoluindo muito e há novos tratamentos e abordagens inovadoras que podem trazer um excelente controle da doença.

Em pessoas com DA, por razões complexas que a ciência ainda não resolveu, o sistema imunológico torna-se desordenado e hiperativo. Isso desencadeia uma inflamação que danifica a barreira da pele, deixando-a seca e propensa a coceiras e erupções cutâneas que podem ter tonalidade roxa, marrom ou acinzentada em tons de pele mais escuros e vermelho em tons de pele mais claros.

Pesquisas mostram que algumas pessoas com eczema, especialmente dermatite atópica, têm uma mutação do gene responsável pela criação da filagrina. A filagrina é uma proteína que ajuda nossos corpos a manter uma barreira protetora saudável na camada superior da pele. Sem filagrina suficiente para construir uma forte barreira cutânea, a umidade pode escapar e bactérias, vírus e outros podem entrar. É por isso que muitas pessoas com DA têm a pele muito seca e propensa a infecções.

A coceira é a marca registrada da DA, com alguns dados mostrando que mais de 85% das pessoas com a condição experimentam esse sintoma angustiante todos os dias. Pele dolorida ou dolorida e falta de sono causada pela coceira também são comuns.

Pessoas com DA podem ter erupções cutâneas em qualquer parte do corpo que podem escorrer, derramar fluido e sangrar quando arranhadas, tornando a pele vulnerável a infecções. A pele pode ficar seca e descolorida, e arranhões repetidos podem causar espessamento e endurecimento – um processo chamado liquenificação.

O diagnóstico da dermatite atópica é baseado em critérios específicos que levam em conta a história do paciente e as manifestações clínicas.

O médico irá avaliar os sintomas e o grau de gravidade para definir se o paciente tem ou não dermatite atópica. O diagnóstico da doença não requer testes invasivos.

QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS GATILHOS DA COCEIRA NA DERMATITE ATÓPICA?
É fundamental lembrar-se de que o paciente com dermatite atópica apresenta a barreira cutânea defeituosa e a pele sensível a diversos estímulos. Os principais gatilhos da doença incluem: banhos quentes e prolongados, uso excessivo de sabonetes, banhos em piscina com cloro, uso de emolientes inadequados, ar-condicionado, poluição e baixa umidade do ar, fricção da pele, medicações, estresse, produtos químicos e nutrição (dietas de exclusão).

HÁ MAIOR SUSCETIBILIDADE ÀS INFECÇÕES DA PELE PARA A DERMATITE ATÓPICA?
Sim pois o desequilíbrio imunológico pode contribuir para o aumento de infecções bacterianas e virais em pacientes com dermatite atópica e as lesões de pele funcionam como porta de entrada para os agentes infecciosos.

É muito importante prestar atenção nos sinais e sintomas da dermatite atópica que estejam afetando sua vida, como por exemplo:
• Dificuldades para dormir por conta do desconforto causado pelos sintomas
• Lesões e coceira constante na pele
• Sintomas de ansiedade e depressão
• Isolamento social ou dificuldades para realização de atividades diárias
• Redução na produtividade, no trabalho ou na escola

O tratamento da dermatite atópica visa restabelecer a barreira cutânea, que inclui hidratação e reparação da pele, limitando a coceira e diminuindo a inflamação, quando possível. Portanto, um tratamento bem-sucedido requer abordagem multiterapêutica, que envolve educação do paciente, boas práticas de cuidados da pele, entre outros.

Quando a DA é leve, o manejo pode incluir:
• Evitar gatilhos conhecidos
• Manter uma rotina regular de banho e hidratação, para proteger e fortalecer a barreira da pele
• Sono de alta qualidade
• Antihistaminicos
• Comer uma dieta saudável
• Controlar o estresse

Se esses métodos não forem suficientes, outros tratamentos incluem:
• Corticosteroides tópicos
• Tópicos não esteroides
• Medicamentos biológicos

OS TRATAMENTOS PARA DERMATITE ATÓPICA

TRATAMENTOS TÓPICOS
São medicamentos aplicados na pele para controlar os sintomas e reduzir a inflamação. Os mais comuns incluem esteróides prescritos em diferentes potencias. Há também inibidores de calcineurina, inibidores de PDE4 e inibidores de Janus quinase (JAK).

Inibidores tópicos de calcineurina (TCIs)
Os inibidores tópicos de calcineurina (TCIs) são medicamentos não esteroides que funcionam impedindo que certas células do sistema imunológico “liguem”, prevenindo sintomas como vermelhidão, coceira e inflamação.

Dois TCIs estão disponíveis para uso em eczema, pomada de tacrolimus (Protopic® e opções genéricas) e creme de pimecrolimus.
Os TCIs podem ser aplicados em todas as áreas afetadas da pele, incluindo áreas de pele delicada ou mais fina, como face, pálpebras, genitais ou dobras cutâneas, onde o uso de esteróides tópicos a curto ou longo prazo pode não ser preferido. Os TCIs podem ser usados ​​por longos períodos de tempo para controlar os sintomas e reduzir as crises. Os efeitos colaterais comuns com os TCIs incluem uma leve sensação de queimação ou picada quando o medicamento é aplicado pela primeira vez na pele.

Esteróides
Os esteróides são substâncias naturais que nosso corpo produz para regular o crescimento e a função imunológica. Os corticosteróides têm sido usados ​​por mais de 60 anos em medicamentos tópicos para tratar muitos tipos de condições inflamatórias da pele, incluindo eczema. Os esteróides tópicos são usados ​​para dermatite atópica em adultos e crianças.
Existem vários tipos diferentes de esteróides tópicos, bem como diferentes concentrações .

NOVAS TERAPIAS BIOLÓGICAS

COMO AS TERAPIAS BIOLÓGICAS FUNCIONAM NO CORPO PARA COMBATER A DERMATITE ATÓPICA?
A dermatite atópica é causada, em parte, por um sistema imunológico hiperativo, que desencadeia moléculas inflamatórias chamadas citocinas – em particular, a citocina interleucina-4 (IL-4) e interleucina-13 (IL-13) – quando detecta certos irritantes

Em termos médicos, os biológicos são medicamentos muito “direcionados”, o que significa que funcionam concentrando-se em moléculas específicas no corpo responsáveis ​​por desencadear a inflamação.

Os medicamentos biológicos revolucionaram o tratamento de vários distúrbios dermatológicos. Enquanto alguns outros medicamentos reduzem a inflamação de maneira ampla, esses medicamentos funcionam visando moléculas específicas no corpo.

RINVOQ® (upadacitinibe)
Rinvoq® foi aprovado pela ANVISA em maio de 2022. É um medicamento oral inibidor seletivo e reversível de Janus Kinase 1 (JAK1) para o tratamento de dermatite atópica (DA) moderada a grave em adultos e crianças com 12 anos de idade ou mais, candidatos à terapia sistêmica.
No caso da dermatite atópica, ao inibir a ação da JAK 1, o medicamento modula a ação das substâncias envolvidas no processo inflamatório, interrompendo o ciclo da doença desde o início.

A família JAK tem quatro membros – os inibidores JAK podem ter como alvo um ou mais desses membros da família para bloquear esses sinais imunológicos e inibir o efeito inflamatório das principais citocinas envolvidas na DA. Rinvoq funciona bloqueando seletivamente a JAK1, resultando na melhora dos sinais e sintomas da DA.

DUPIXENT®(dupilumabe)
Dupixent® é um agente imunorregulador direcionado que inibe de maneira seletiva e simultânea a sinalização da IL-4 e IL-13, bloqueando o componente compartilhado obrigatório do complexo do receptor de IL-4/IL-13. Em outras palavras, é um anticorpo monoclonal, um clone da célula de defesa humana alterada para inibir a ação de substancias envolvidas no desenvolvimento da doença.

Destina-se a inibir os principais fatores desencadeantes da doença para obter benefício clínico sem os efeitos colaterais comumente observados com os imunossupressores sistêmicos não seletivos existentes.

Foi a primeira terapia biológica aprovada para pacientes adultos e adolescentes com DA e agora também foi demonstrado um perfil de benefício-risco positivo no tratamento da dermatite atópica em crianças a partir dos 6 anos de idade.

É indicado para o tratamento de crianças a partir de 6anos de idade, adolescentes e adultos com dermatite atópica grave cuja doença não é adequadamente controlada com tratamentos tópicos ou quando estes tratamentos não são aconselhados. Pode ser utilizado com ou sem corticosteroide tópico. Sua administração é feita por injeção subcutânea.

Nos EUA o medicamento esta aprovado pelo FDA para o tratamento de crianças com dermatite atópica moderada ou severa a partir de 6 meses de idade. É o primeiro medicamento biológico aprovado para essa faixa etária.

OLUMIANT® (baricitinibe)
Olumiant® é um medicamento oral, inibidor das Janus Quinase (JAK), indicado para o tratamento de pacientes adultos com dermatite atópica moderada a grave, que são candidatos a terapia sistêmica.

CIBINQO®(abrocitinibe)
CIBINQO® é um medicamento oral, inibidor da Janus Quinase (JAK) indicado para o tratamento de adultos com dermatite atópica refratária moderada a grave cuja doença não é controlada adequadamente com outros medicamentos sistêmicos, incluindo biológicos, ou quando o uso dessas terapias é desaconselhável.

Cibinqo® pode ajudar a aliviar o sintoma característico da coceira intensa e demonstrou melhorias rápidas na limpeza da pele, extensão e gravidade da doença.

Foi aprovado na Comunidade Européia em dezembro de 2021 e nos Estados Unidos em janeiro de 2022. O medicamento encontra-se em processo de registro no Brasil.

Em breve!

O que é?

A dermatite atópica (DA) é o tipo mais comum de eczema. É uma condição crônica que pode ir e vir por anos ou ao longo da vida e pode se sobrepor a outros tipos de eczema.

A doença é causada por uma anomalia no sistema imunológico que desencadeia um processo inflamatório e reduz a funcionalidade da barreira que protege a pele, o que permite a entrada de micróbios e substâncias no organismo que provocam reações alérgicas.

Com a dermatite atópica, muitas vezes há “um ciclo vicioso de coceira, arranhões e mais coceira que inflama ainda mais o sistema imunológico e danifica ainda mais a barreira da pele”.

A dermatite pode ter um enorme impacto na qualidade de vida não apenas do paciente, mas da família e dos amigos.

Embora não haja cura – ainda – e a DA possa ser difícil de tratar, os tratamentos estão evoluindo muito e há novos tratamentos e abordagens inovadoras que podem trazer um excelente controle da doença.

Em pessoas com DA, por razões complexas que a ciência ainda não resolveu, o sistema imunológico torna-se desordenado e hiperativo. Isso desencadeia uma inflamação que danifica a barreira da pele, deixando-a seca e propensa a coceiras e erupções cutâneas que podem ter tonalidade roxa, marrom ou acinzentada em tons de pele mais escuros e vermelho em tons de pele mais claros.

Pesquisas mostram que algumas pessoas com eczema, especialmente dermatite atópica, têm uma mutação do gene responsável pela criação da filagrina. A filagrina é uma proteína que ajuda nossos corpos a manter uma barreira protetora saudável na camada superior da pele. Sem filagrina suficiente para construir uma forte barreira cutânea, a umidade pode escapar e bactérias, vírus e outros podem entrar. É por isso que muitas pessoas com DA têm a pele muito seca e propensa a infecções.

Sintomas

A coceira é a marca registrada da DA, com alguns dados mostrando que mais de 85% das pessoas com a condição experimentam esse sintoma angustiante todos os dias. Pele dolorida ou dolorida e falta de sono causada pela coceira também são comuns.

Pessoas com DA podem ter erupções cutâneas em qualquer parte do corpo que podem escorrer, derramar fluido e sangrar quando arranhadas, tornando a pele vulnerável a infecções. A pele pode ficar seca e descolorida, e arranhões repetidos podem causar espessamento e endurecimento – um processo chamado liquenificação.

Diagnóstico

O diagnóstico da dermatite atópica é baseado em critérios específicos que levam em conta a história do paciente e as manifestações clínicas.

O médico irá avaliar os sintomas e o grau de gravidade para definir se o paciente tem ou não dermatite atópica. O diagnóstico da doença não requer testes invasivos.

Fatores desencadeantes

QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS GATILHOS DA COCEIRA NA DERMATITE ATÓPICA?
É fundamental lembrar-se de que o paciente com dermatite atópica apresenta a barreira cutânea defeituosa e a pele sensível a diversos estímulos. Os principais gatilhos da doença incluem: banhos quentes e prolongados, uso excessivo de sabonetes, banhos em piscina com cloro, uso de emolientes inadequados, ar-condicionado, poluição e baixa umidade do ar, fricção da pele, medicações, estresse, produtos químicos e nutrição (dietas de exclusão).

HÁ MAIOR SUSCETIBILIDADE ÀS INFECÇÕES DA PELE PARA A DERMATITE ATÓPICA?
Sim pois o desequilíbrio imunológico pode contribuir para o aumento de infecções bacterianas e virais em pacientes com dermatite atópica e as lesões de pele funcionam como porta de entrada para os agentes infecciosos.

Tratamento

É muito importante prestar atenção nos sinais e sintomas da dermatite atópica que estejam afetando sua vida, como por exemplo:
• Dificuldades para dormir por conta do desconforto causado pelos sintomas
• Lesões e coceira constante na pele
• Sintomas de ansiedade e depressão
• Isolamento social ou dificuldades para realização de atividades diárias
• Redução na produtividade, no trabalho ou na escola

O tratamento da dermatite atópica visa restabelecer a barreira cutânea, que inclui hidratação e reparação da pele, limitando a coceira e diminuindo a inflamação, quando possível. Portanto, um tratamento bem-sucedido requer abordagem multiterapêutica, que envolve educação do paciente, boas práticas de cuidados da pele, entre outros.

Quando a DA é leve, o manejo pode incluir:
• Evitar gatilhos conhecidos
• Manter uma rotina regular de banho e hidratação, para proteger e fortalecer a barreira da pele
• Sono de alta qualidade
• Antihistaminicos
• Comer uma dieta saudável
• Controlar o estresse

Se esses métodos não forem suficientes, outros tratamentos incluem:
• Corticosteroides tópicos
• Tópicos não esteroides
• Medicamentos biológicos

OS TRATAMENTOS PARA DERMATITE ATÓPICA

TRATAMENTOS TÓPICOS
São medicamentos aplicados na pele para controlar os sintomas e reduzir a inflamação. Os mais comuns incluem esteróides prescritos em diferentes potencias. Há também inibidores de calcineurina, inibidores de PDE4 e inibidores de Janus quinase (JAK).

Inibidores tópicos de calcineurina (TCIs)
Os inibidores tópicos de calcineurina (TCIs) são medicamentos não esteroides que funcionam impedindo que certas células do sistema imunológico “liguem”, prevenindo sintomas como vermelhidão, coceira e inflamação.

Dois TCIs estão disponíveis para uso em eczema, pomada de tacrolimus (Protopic® e opções genéricas) e creme de pimecrolimus.
Os TCIs podem ser aplicados em todas as áreas afetadas da pele, incluindo áreas de pele delicada ou mais fina, como face, pálpebras, genitais ou dobras cutâneas, onde o uso de esteróides tópicos a curto ou longo prazo pode não ser preferido. Os TCIs podem ser usados ​​por longos períodos de tempo para controlar os sintomas e reduzir as crises. Os efeitos colaterais comuns com os TCIs incluem uma leve sensação de queimação ou picada quando o medicamento é aplicado pela primeira vez na pele.

Esteróides
Os esteróides são substâncias naturais que nosso corpo produz para regular o crescimento e a função imunológica. Os corticosteróides têm sido usados ​​por mais de 60 anos em medicamentos tópicos para tratar muitos tipos de condições inflamatórias da pele, incluindo eczema. Os esteróides tópicos são usados ​​para dermatite atópica em adultos e crianças.
Existem vários tipos diferentes de esteróides tópicos, bem como diferentes concentrações .

NOVAS TERAPIAS BIOLÓGICAS

COMO AS TERAPIAS BIOLÓGICAS FUNCIONAM NO CORPO PARA COMBATER A DERMATITE ATÓPICA?
A dermatite atópica é causada, em parte, por um sistema imunológico hiperativo, que desencadeia moléculas inflamatórias chamadas citocinas – em particular, a citocina interleucina-4 (IL-4) e interleucina-13 (IL-13) – quando detecta certos irritantes

Em termos médicos, os biológicos são medicamentos muito “direcionados”, o que significa que funcionam concentrando-se em moléculas específicas no corpo responsáveis ​​por desencadear a inflamação.

Os medicamentos biológicos revolucionaram o tratamento de vários distúrbios dermatológicos. Enquanto alguns outros medicamentos reduzem a inflamação de maneira ampla, esses medicamentos funcionam visando moléculas específicas no corpo.

RINVOQ® (upadacitinibe)
Rinvoq® foi aprovado pela ANVISA em maio de 2022. É um medicamento oral inibidor seletivo e reversível de Janus Kinase 1 (JAK1) para o tratamento de dermatite atópica (DA) moderada a grave em adultos e crianças com 12 anos de idade ou mais, candidatos à terapia sistêmica.
No caso da dermatite atópica, ao inibir a ação da JAK 1, o medicamento modula a ação das substâncias envolvidas no processo inflamatório, interrompendo o ciclo da doença desde o início.

A família JAK tem quatro membros – os inibidores JAK podem ter como alvo um ou mais desses membros da família para bloquear esses sinais imunológicos e inibir o efeito inflamatório das principais citocinas envolvidas na DA. Rinvoq funciona bloqueando seletivamente a JAK1, resultando na melhora dos sinais e sintomas da DA.

DUPIXENT®(dupilumabe)
Dupixent® é um agente imunorregulador direcionado que inibe de maneira seletiva e simultânea a sinalização da IL-4 e IL-13, bloqueando o componente compartilhado obrigatório do complexo do receptor de IL-4/IL-13. Em outras palavras, é um anticorpo monoclonal, um clone da célula de defesa humana alterada para inibir a ação de substancias envolvidas no desenvolvimento da doença.

Destina-se a inibir os principais fatores desencadeantes da doença para obter benefício clínico sem os efeitos colaterais comumente observados com os imunossupressores sistêmicos não seletivos existentes.

Foi a primeira terapia biológica aprovada para pacientes adultos e adolescentes com DA e agora também foi demonstrado um perfil de benefício-risco positivo no tratamento da dermatite atópica em crianças a partir dos 6 anos de idade.

É indicado para o tratamento de crianças a partir de 6anos de idade, adolescentes e adultos com dermatite atópica grave cuja doença não é adequadamente controlada com tratamentos tópicos ou quando estes tratamentos não são aconselhados. Pode ser utilizado com ou sem corticosteroide tópico. Sua administração é feita por injeção subcutânea.

Nos EUA o medicamento esta aprovado pelo FDA para o tratamento de crianças com dermatite atópica moderada ou severa a partir de 6 meses de idade. É o primeiro medicamento biológico aprovado para essa faixa etária.

OLUMIANT® (baricitinibe)
Olumiant® é um medicamento oral, inibidor das Janus Quinase (JAK), indicado para o tratamento de pacientes adultos com dermatite atópica moderada a grave, que são candidatos a terapia sistêmica.

CIBINQO®(abrocitinibe)
CIBINQO® é um medicamento oral, inibidor da Janus Quinase (JAK) indicado para o tratamento de adultos com dermatite atópica refratária moderada a grave cuja doença não é controlada adequadamente com outros medicamentos sistêmicos, incluindo biológicos, ou quando o uso dessas terapias é desaconselhável.

Cibinqo® pode ajudar a aliviar o sintoma característico da coceira intensa e demonstrou melhorias rápidas na limpeza da pele, extensão e gravidade da doença.

Foi aprovado na Comunidade Européia em dezembro de 2021 e nos Estados Unidos em janeiro de 2022. O medicamento encontra-se em processo de registro no Brasil.

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Em breve!

Outras questões:

QUAL É A PREVALÊNCIA?
A dermatite atópica afeta 7% da população adulta e 25% das crianças no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

QUEM DESENVOLVE DA E POR QUÊ?
A dermatite atópica geralmente começa na infância, geralmente nos primeiros seis meses de vida do bebê. Embora seja uma forma comum de eczema, também é grave e duradoura. Quando você ou seu filho tem dermatite atópica, às vezes pode melhorar; mas em outros momentos, pode piorar. Em algumas crianças, os sintomas podem diminuir à medida que crescem, enquanto outras crianças terão crises de dermatite atópica na idade adulta.

A dermatite atópica existe com duas outras condições alérgicas: asma e febre do feno (rinite alérgica). Pessoas que têm asma e/ou febre do feno ou que têm familiares que têm, são mais propensas a desenvolver DA.

Felizmente, até 70% das crianças com dermatite atópica entrarão em remissão clínica antes da adolescência.

A DERMATITE ATÓPICA TEM CURA?
A dermatite atópica é uma doença crônica. Ela pode ser controlada, mas não tem cura.
As boas notícias? Os dermatologistas têm uma ampla gama de medicamentos que podem ajudar a tratar a dermatite atópica. O tipo mais recente em seu arsenal são os medicamentos biológicos, que podem ajudar a conter a inflamação e melhorar muito a qualidade de vida dos pacientes.

A IMPORTÂNCIA DA HIDRATAÇÃO DA PELE
A hidratação é muito importante para quem sofre de dermatite atópica, uma vez que a maior parte das pessoas nessa condição tem a pele seca.

Dicas simples e eficazes:
• É importante tomar banhos rápidos, não muito quentes, com pouca aplicação de sabonete.
• Existem os Syndets, que são detergentes sintéticos que não modificam o pH em alérgicos. Há vários produtos com essa tecnologia. Certifique-se de que esta escrito Syndet e o pH deve ser em torno de 5. Eucerin em Barra pH5, a linha Baby Dove, linha Johnson Baby, linha Cetaphyl são alguns dos disponíveis.
• Faça a hidratação da pele com um creme hidratante neutro. Prefira cremes por serem mais densos que loções.
• Não use nenhum tipo de bucha
• Não use receitas caseiras – consulte sempre eu médico
• Não use nenhum tipo de antibiótico em pó pois a pele pode ficar sensibilizada
• Na lavagem das roupas prefira sabão de coco. E não use amaciante.
• Prefira as roupas de algodão
• Perfumes e loções podem desencadear uma reação alérgica. Nossa sugestão é aplicar o perfume na roupa (a não ser que você tenha sensibilidade ao perfume)
• Outro cuidado é o de fortalecer a barreira da pele, ou seja, evitar seu contato com a poeira, pólen, sabonetes com perfume, produtos de limpeza doméstica e tabaco, que são agentes que podem desencadear uma crise.

Suzana, criadora de conteúdo (@minhavidacomdermatite) é a convidada pelo Instituto Espaço de Vida para contar um pouco da sua vida com Dermatite Atópica. Suzana convive com D.A grave desde bebê, já passou por muita coisa na infância e superou muitos traumas, hoje, ela se sente bem para falar sobre o assunto e compartilhar suas experiências. Venha conhecer um pouquinho da história dela, saber sobre seu diagnóstico, tratamentos, e mais…

Você pode assistir ao vídeo clicando aqui.

O Instituto Espaço de Vida agradece pela disposição e participação! Até a próxima Suzana!

#DermatiteAtopica #iEspacodeVida

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