Como encarar o mundo depois do diagnóstico?

Como encarar o mundo depois do diagnóstico?

Você já se perguntou o motivo pelo qual um diagnóstico é tão impactante?  Simplesmente porque associamos àquela classificação dada pelos médicos às experiências anteriores que tivemos em relação a tal enquadramento.  Tendo dito isso fica mais fácil compreender como um diagnóstico pode abalar o paciente e sua família.

A atitude do ser humano de classificar as coisas se refere a sua necessidade de manter o controle sobre as situações.  Isto é, quando classifico algo, tenho a sensação de saber com o que estou lidando e provavelmente terei maior chance de encontrar uma alternativa para solucionar este problema.  Esse é o lado bom de uma classificação.

Entretanto, quando falamos em patologias, a classificação embora necessária, dificulta um importante aspecto: a manutenção da individualidade daquele paciente.

Quando você recebeu seu diagnóstico, como se sentiu?  Se viu naquela maca fazendo quimioterapia, com os cabelos caindo e sentindo enjoo?  Esse comportamento de previsão – normalmente das situações desastrosas e de sofrimento – geram grande angústia no paciente e em toda a família.

Então, o que fazer após receber o diagnóstico?

É preciso lembrar que um diagnóstico é uma condição diferenciada do seu organismo, mas que você não passou a ser nada a mais ou nada a menos depois dele.  Você ainda é a mesma pessoa que existia 10 minutos antes do diagnóstico. Tem os mesmos medos, mas também as mesmas esperanças sobre a vida.

Por qual motivo uma palavra, uma classificação faz com que a vida acabe naquele momento?

É a forma com que decidimos enfrentar essa classificação que vai nos dizer como será nosso futuro.  Muitas vezes o paciente assume o diagnóstico como a única verdade e situação de sua vida. E é aqui onde está o maior problema.

Uma pessoa com câncer é diferente de um câncer em si.  Uma pessoa tem sentimentos, tem perspectivas, sonhos, raiva, desejos, medos, ansiedades, alegrias, tristezas... um câncer não tem nada – é só um emaranhado de células reproduzidas de maneira disforme.

Não quero aqui menosprezar sofrimento ou a gravidade de nenhum diagnóstico, mas gostaria de incentivar uma reflexão:  por qual motivo deixamos que nossa vida se resuma a um diagnóstico normalmente desastroso e sem esperanças?

Não temos escolhas sobre a probabilidade de desenvolver uma doença.  Mas temos total escolha sobre o modo com que vamos enfrentá-la.

 

“Não temos como mudar isso, nós apenas temos que saber como vamos reagir a isso...   Sempre acreditei que quando se aplica um décimo da energia das reclamações na tentativa de resolver o problema, tem-se a surpresa de constatar que tudo pode dar certo.”

Randy Pausch



Conhece o autor desta frase?  Sugiro que invista um pouquinho do seu tempo para ouvi-lo. É uma lição e tanto!

 

Erika Scandalo

Erika Scandalo

Especialista em Psicologia Clínica, escreve sobre a vida e diferentes formas de aproveitá-la.  Acredita que a felicidade é consequência de uma visão proativa sobre as dificuldades.  Ser feliz é mais um olhar sobre o que se tem, do que ter tudo o que se quer. Site: www.erikascandalo.com.br

  • IKCC - International Kidney Cancer Coalition
  • World Ovarian Cancer Day
  • WAPO - World Alliance of Pituitary Organizations
  • The Carcinoid Cancer Foundation
  • Alianza GIST
  • The Life Raft Group

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