O hábito de tomar remédios para amenizar qualquer dor pode mascarar problemas mais sérios?

O hábito de tomar remédios para amenizar qualquer dor pode mascarar problemas mais sérios?

Dor é definida como uma percepção sensorial e emocional desagradável, associada a um dano tecidual real ou potencial. Este é um dos sintomas mais comuns da medicina.

Tão importante que a Organização Mundial de Saúde considera incluir a avaliação da dor como um sinal vital dos exames médicos, junto com a frequência cardíaca, a pressão e a temperatura.

 

Dor é a causa mais comum de consultas nos prontos-socorros e salas de emergência. A maioria das pessoas em tratamento contra o com câncer referem sentir, ou ter sentido, dor durante algum momento do seu tratamento.

 

A dor no contexto do tratamento do câncer é um sintoma complexo que envolve diversos aspectos da vida, além do sintoma físico. A dor pode interferir nas atividades diárias, nos aspectos psicológicos e emocionais e nas interações sociais. A dor pode ter várias causas, em especial durante o tratamento contra o câncer. Por isso, quando há o aparecimento da dor, ou modificação das características de dor que já está em tratamento, é fundamental conversar com o seu médico para avaliar o melhor procedimento a ser tomado.

O uso de medicamentos para uma dor não avaliada corretamente pode mascarar um problema mais sério, que poderia ser resolvido facilmente se detectado no começo. As dores podem estar relacionadas a doença em si mas também podem ser consequências do tratamento contra o câncer. Diferenciar a causa vai ser importante para definir o melhor tratamento contra a dor.

 

Por vezes dor pode significar que o tumor está crescendo e tocando em estruturas que doem, isto pode ser o primeiro sinal que o tratamento contra o câncer parou de funcionar, e precisa ser trocado. Outras vezes pode ser relacionada a um efeito colateral da quimioterapia. Um dos efeitos colaterais mais comuns é a inflamação da pele do interior da boca. Normalmente esta inflamação, chamada tecnicamente de mucosite, é tratada com facilidade nos estágios iniciais, mas pode ser mais complicada e prolongada caso não seja identificada no começo. A dor pode dar a primeira dica que algo não vai bem.

 

Estes são só alguns exemplos de situações de dor que podem acontecer durante o tratamento contra o câncer e que merecem toda a atenção, não só para melhorar a qualidade de vida e controle do sintoma, como para aumentar a eficácia e tolerância ao tratamento. A principal mensagem é: caso você sinta algum tipo de dor, não se medique sem conversar com o seu médico antes.

Dr. Felipe Ades

Dr. Felipe Ades

Felipe Ades é médico formado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com especialidade em Oncologia Clinica pelo Instituto Nacional de Câncer (INCa). Passou 5 anos na Europa onde adquiriu os títulos de mestre no Institut Gustave Roussy em Paris e doutor (PhD) no Institut Jules Bordet em Bruxelas. Trabalhou em diversos aspectos da pesquisa em câncer, desde estudos em laboratório, testes de novos medicamentos com pacientes e políticas de saúde e saúde coletiva em câncer. Atualmente trabalha no Hospital Alemão Oswaldo Cruz e no Centro Paulista de Oncologia, em São Paulo. Nas horas vagas é mountain biker e guitarrista amador e aspirante a alpinista. Website: drfelipeades.com

  • IKCC - International Kidney Cancer Coalition
  • World Ovarian Cancer Day
  • WAPO - World Alliance of Pituitary Organizations
  • The Carcinoid Cancer Foundation
  • Alianza GIST
  • The Life Raft Group

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