Inibidores do crescimento de vasos sanguíneos no tratamento do câncer de intestino – Bevacizumab, Ramucirumab, Regorafenib e Aflibercept

Inibidores do crescimento de vasos sanguíneos no tratamento do câncer de intestino – Bevacizumab, Ramucirumab, Regorafenib e Aflibercept

O câncer do intestino grosso, também chamado de câncer de cólon, é o quinto câncer mais comum no Brasil, atrás dos cânceres de próstata, mama, pulmão e colo uterino. A maior parte dos cânceres de cólon é esporádica, isto é, não há uma causa específica causadora. Fumo aumenta discretamente a chance de se ter câncer de intestino, assim como obesidade e falta de exercícios físicos.

Felizmente existem hoje métodos de rastreamento capazes de detectar o câncer de cólon em estágios iniciais: a colonoscopia ou o exame de sangue oculto nas fezes.

O principal tratamento do câncer de cólon é a cirurgia, que pode, ou não, ser complementada com quimioterapia, dependendo do tamanho da doença. A quimioterapia também pode ser utilizada antes da cirurgia para reduzir o tumor, e assim facilitar a cirurgia num segundo momento.

Até os anos 2000, existia apenas um medicamento eficaz no tratamento do câncer de cólon, conhecido com 5-Fluorouracil. De lá para cá, diversos outros medicamentos foram desenvolvidos, aumentando a chance de cura e o tempo de controle da doença em pacientes que não podem ser curados. Dentre as quimioterapias tradicionais, hoje dispomos de medicamentos como a Oxaliplatina (nome comercial Eloxatin), o Irinotecan (nome comercial Camptosar) e a Capecitabina (nome comercial Xeloda, que é um medicamento em comprimidos). Além dos anticorpos contra fatores de crescimento como o Cetuximab (nome comercial Erbitux) e o Panitumumab (nome comercial Vectibix).

Desde os anos 2000 muitos novos medicamentos foram desenvolvidos para o tratamento do câncer de intestino.

Mais recentemente, os cientistas identificaram que o câncer de cólon estimula a formação de novos vasos sanguíneos. Esses novos vasos levam mais sangue e nutrientes ao tumor, aumentando assim seu crescimento. Os médicos e cientistas, então, desenvolveram vários medicamentos com o objetivo de bloquear esse crescimento, sendo o primeiro deles o Bevacizumab (nome comercial Avastin). Recentemente, outros dois medicamentos aplicados na veia foram desenvolvidos, o Aflibercept (nome comercial Zaltrap) e o Ramucirumab (nome comercial Cyramza). Além de um medicamento em comprimidos, o Regorafenib (nome comercial Stivarga).

Nenhum destes medicamentos é extremamente eficaz se usado sozinho. O próprio mecanismo de ação dos remédios não é de atacar o câncer em si, apenas diminuir a quantidade de sangue que chega ao tumor. Logo, eles são usados geralmente em combinação com a quimioterapia, aumentando assim o efeito desses medicamentos, a chance de cura e o controle do câncer de cólon.

Dr. Felipe Ades

Dr. Felipe Ades

Felipe Ades é médico formado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com especialidade em Oncologia Clinica pelo Instituto Nacional de Câncer (INCa). Passou 5 anos na Europa onde adquiriu os títulos de mestre no Institut Gustave Roussy em Paris e doutor (PhD) no Institut Jules Bordet em Bruxelas. Trabalhou em diversos aspectos da pesquisa em câncer, desde estudos em laboratório, testes de novos medicamentos com pacientes e políticas de saúde e saúde coletiva em câncer. Atualmente trabalha no Hospital Alemão Oswaldo Cruz e no Centro Paulista de Oncologia, em São Paulo. Nas horas vagas é mountain biker e guitarrista amador e aspirante a alpinista. Website: drfelipeades.com

  • IKCC - International Kidney Cancer Coalition
  • World Ovarian Cancer Day
  • WAPO - World Alliance of Pituitary Organizations
  • The Carcinoid Cancer Foundation
  • Alianza GIST
  • The Life Raft Group

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