Câncer de mama x seguimento

Câncer de mama x seguimento

Cerca de 500 mil mulheres morrem de câncer de mama no mundo. Ele é, relativamente, raro antes dos 35 anos, mas, acima desta faixa etária, sua incidência cresce rápida e progressivamente. O câncer de mama é um tumor maligno, que se inicia a partir das células da mama, e possui um comportamento peculiar.

Depois de diagnosticado, por meio de exames, como o autoexame; mamografia, ressonância ou ultrassom de mamas; a pessoa é direcionada para o tratamento, o mais rápido possível. Normalmente, é feita a cirurgia e depois as terapias necessárias.

Quando finaliza a etapa do tratamento começa a surgir várias dúvidas na cabeça do paciente, e também dos familiares. E agora, acabou o tratamento? Estou curada? Preciso fazer mais algum exame?

Para esclarecer melhor sobre essa nova etapa do paciente com câncer de mama, convidamos a enfermeira oncológica, Marcia Almeida, que trabalha há cerca de 10 anos, na Clínica São Germano, em São Paulo.

“Isso precisa ficar bem claro para todos os pacientes. Terminar um esquema de tratamento não significa cura. O câncer é uma doença originada de uma só célula, portanto mesmo que os regimes quimio e radioterápicos funcionem, e não apareçam mais nos exames de imagem, precisamos considerar que não precisa mais do que uma célula para a doença voltar”, comenta Marcia.

Precisamos lembrar que não é por que encerrou a etapa do tratamento que o câncer foi vencido e encerra o assunto. Depois do tratamento existe uma série de precauções que todos os pacientes devem saber e fazer.

Finalizar uma etapa é dolorosa e longa é ótima, sem dúvida. É o resultado da força de vontade e esforço do paciente, que com ajuda de familiares e amigos, transpôs essa etapa. Porém, é preciso ficar atento à nova etapa: o seguimento para o câncer de mama.

“O seguimento pós-tratamento do câncer de mama depende de vários fatores. Primeiramente, depende da sensibilidade da célula, pois existem tumores que são hormônios dependentes. Os hormônios não curam o câncer, mas inibem a proliferação da célula maligna, causando a estabilização da doença. Os pacientes podem ficar tratando apenas com hormônios durante anos, até o momento em que a célula se torne resistente a terapia hormonal causando a recidiva da doença.”

Marcia, explica, ainda, que alguns pacientes com câncer de mama que possuem uma super expressão de um receptor chamado HER2(um tumor que tem como característica uma proteína encontrada em excesso na superfície de células), podem se beneficiar da terapia alvo, que mata apenas células tumorais, preservando as células normais do organismo.

 

O que é Terapia Alvo?

A terapia alvo é considerada uma medida terapêutica que veio revolucionar o tratamento do câncer, causando menos danos às células sadias. Utilizam anticorpos monoclonais, capazes de limitar o crescimento do tumor, em uma ação semelhante ao nosso sistema imunológico. Cerca de 20 a 25% dos casos se beneficiam dessa alternativa.

O recomendado é que todo paciente faça o seguimento do câncer de mama, por mais ou menos, cinco anos, e pode-se considerar curado se durante todo esse período, a doença não voltar. Durante esse tempo, o paciente deve procurar o seu médico, de seis em seis meses para um acompanhamento. Os exames variam de paciente para paciente, após a análise do médico.

O esquema de acompanhamento leva em conta vários fatores como, por exemplo: o tipo de célula envolvida, número de gânglios comprometidos, existência ou não de metástases, etc.

 

“Desta maneira fica difícil estabelecer um tratamento padrão para todos os pacientes, isto porque, em oncologia o tratamento é individualizado e pode variar de paciente para paciente, dependo de quanto à doença inicial avançou e das condições físicas do paciente”, finaliza Marcia.

 

Dados:

De acordo com a Instituição Cancer Treatment Centers of America, cerca de 231.840 pessoas serão diagnosticadas com câncer de mama invasivo, e teremos 60.290 novos casos de carcinomas não-invasivos , em 2015. Vale ressaltar, que uma em cada oito mulheres vão desenvolver a doença, porém, atualmente, 89% das mulheres que lutam contra o câncer sobrevivem.

 

Juliana Artigas

Juliana Artigas

Pode me chamar de Ju. Jornalista, paulistana nata e balzaquiana. Apaixonada pelo comportamento humano e não dispenso um abraço demorado. Acho que toda história (boa ou não) merece ser contada. Amorosa, sonhadora e chorona. Quer me ganhar? Basta falar sobre o amor.  

  • IKCC - International Kidney Cancer Coalition
  • World Ovarian Cancer Day
  • WAPO - World Alliance of Pituitary Organizations
  • The Carcinoid Cancer Foundation
  • Alianza GIST
  • The Life Raft Group

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