As 4 informações que todo paciente deve saber antes de começar o tratamento para o câncer

As 4 informações que todo paciente deve saber antes de começar o tratamento para o câncer

Uma das etapas que gera mais angústia nas pessoas que estão em tratamento para o câncer é a quimioterapia. A quimioterapia, em geral, é associada à imagem de sofrimento de um paciente em um leito hospitalar, cansado e sem cabelos. Isso é longe de ser a realidade dos tratamentos para câncer, que evoluíram muito desde seu advento em meados do século XX. Hoje, novos quimioterápicos e medicações de suporte fazem do tratamento oncológico muito mais eficaz e facilmente manejável que no passado. O tratamento atualmente é feito quase que exclusivamente em regime ambulatorial, o paciente só vem ao hospital para consultas e administração das medicações, voltando para casa no mesmo dia.

O principal fator para se passar por um tratamento oncológico é conversar sobre os detalhes do tratamento com o oncologista. É importante saber: (1) o tipo de quimioterapia, a via de administração e medicações de suporte, (2) o tempo e o intervalo de tratamento, (3) os exames de controle a serem feitos durante a quimioterapia e (4) os sinais e sintomas dos efeitos colaterais e o que fazer com eles.

 1. Tipos de quimioterapia e administração

Como eu discuti em outro post, existem diversos tipos de quimioterapia que podem ser administrados tanto na veia quanto por via oral.

Os quimioterápicos feitos na veia são normalmente administrados em esquema de hospital-dia. Após a consulta com o oncologista, o paciente é encaminhado para um setor onde a quimioterapia é feita por enfermeiras com especialidade em oncologia. Os quimioterápicos são administrados de alguns minutos a algumas horas, sendo o tempo de administração variável e dependente do tipo de quimioterapia.

Antes da administração da quimioterapia são feitas medicações para evitar enjoo e reações alérgicas. Normalmente, não há nenhum efeito colateral durante a administração da quimioterapia.

Terminada a infusão, o paciente vai para casa tomando medicações para controlar o enjoo por mais alguns dias.

No caso de quimioterapia oral, ela é tomada em casa, em comprimidos, como qualquer outra medicação.

 

2. Tempo e intervalo de tratamento

Cada administração de quimioterapia é chamada de “ciclo”. Dependendo da doença e do esquema de tratamento, calcula-se o número de ciclos de quimioterapia necessários. Os ciclos acontecem em intervalos regulares, dependendo do esquema de tratamento e dos efeitos colaterais, podendo ser semanais, a cada duas ou três semanas, ou em outros intervalos.

 

3. Exames de controle durante a quimioterapia

É comum, antes de um ciclo de quimioterapia, seja ele oral ou na veia, que os pacientes sejam consultados pelo oncologista, que avalia a tolerabilidade e a necessidade ou não de modificações. O oncologista nessa ocasião também vai avaliar o exame de sangue para verificar a imunidade e a contagem de plaquetas, que pode ser diminuída pela quimioterapia. Estando tudo correto, o paciente é liberado para o ciclo seguinte de tratamento.

 

4. Efeitos colaterais e o que fazer com eles

Diferentes quimioterapias têm diferentes efeitos colaterais. Antes de começar o tratamento, o oncologista vai discutir todos os possíveis efeitos colaterais. Para alguns dos efeitos não existe tratamento, como a perda de cabelo ou alterações nas unhas. Esses efeitos só terminam com o final da quimioterapia, quando os cabelos voltam a crescer e as alterações de unhas e pele vão progressivamente desaparecendo. Outros efeitos colaterais menos graves podem ser tratados em casa, como cansaço, enjoo ou aftas na boca. Outros mais graves, como febre durante a quimioterapia, diarreia grave e vômitos persistentes são mais raros, acontecem eventualmente e devem ser tratados no hospital. É importante sempre estar informado e ter o contato do médico ou do hospital onde se faz o tratamento para que se possa receber orientações em caso de complicações.

Estar bem informado e ter a quem recorrer em caso de dúvida ou complicações da quimioterapia são fatores fundamentais para o sucesso do tratamento contra o câncer.

Dr. Felipe Ades

Dr. Felipe Ades

Felipe Ades é médico formado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com especialidade em Oncologia Clinica pelo Instituto Nacional de Câncer (INCa). Passou 5 anos na Europa onde adquiriu os títulos de mestre no Institut Gustave Roussy em Paris e doutor (PhD) no Institut Jules Bordet em Bruxelas. Trabalhou em diversos aspectos da pesquisa em câncer, desde estudos em laboratório, testes de novos medicamentos com pacientes e políticas de saúde e saúde coletiva em câncer. Atualmente trabalha no Hospital Alemão Oswaldo Cruz e no Centro Paulista de Oncologia, em São Paulo. Nas horas vagas é mountain biker e guitarrista amador e aspirante a alpinista. Website: drfelipeades.com

  • IKCC - International Kidney Cancer Coalition
  • World Ovarian Cancer Day
  • WAPO - World Alliance of Pituitary Organizations
  • The Carcinoid Cancer Foundation
  • Alianza GIST
  • The Life Raft Group

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