Dieta cura?

Dieta cura?

"Algumas pessoas querem que as coisas aconteçam, outras desejam que aconteça e, outras fazem acontecer."

Michael Jordan

Simples e objetiva, a frase acima detalha bem a força de vontade e a inércia que alguns pacientes se impõe, durante uma doença. Enquanto uns ganham uma força quase sobre humana em momentos de adversidades, outros se deixam levar para um buraco tão fundo que poucos conseguem resgatá-los. Sem julgamentos ou preconceitos, esta diferença de vivência é o que nos dá o poder de vida ou debilidade e ela está guardada dentro de cada um de nós.

Guardados os aspectos psicoemocionais que claramente nos influenciam em 100% dos casos, temos que pensar que estas emoções são e geram  respostas fisiológicas e, portanto, precisam de uma base física além daquela emocional, espiritual e outras tantas necessárias.

Pensando nisso esta semana me deparei com um caso, talvez tipificado como milagre, que só não o classifico de tal forma, pois entendo os meios e desconheço seu final. Mas vale aqui o relato para que interiorizemos nossas próprias conclusões e para que avaliemos se vale ou não a pena tentar.

Estava no jardim de casa cuidando das flores quando vejo passar um Sr que há muito não via. Era o Sr Mário, o simpático funcionário faz-tudo do condomínio onde vivo. Há alguns anos afastado ele tinha tido um severo diagnóstico de câncer hepático terminal. Havia sido desacreditado por médicos, amigos e familiares não acreditavam em sua recuperação.

Mas o Sr. Mário sim, acreditava que ficaria bom e retornaria à seu trabalho. Diante de um quadro grave de câncer, se predispôs a entrar em todos os protocolos de tratamento que lhe ofereceram. Seus recursos eram escassos, então podemos supor que seus tratamentos não envolviam nenhuma estratégia tão nova ou cara, disponível no atendimento público, mas protocolos padrão de eficiência dos tratamentos. No entanto, meses se seguiram dos sintomas e efeitos colaterais dos protocolos tradicionais, que não lhe traziam alguma melhora, nada em definitivo, a não ser o fortalecimento interno e vontade em resistir.

Uma manhã após quase um ano de efeitos adversos do ciclo de quimioterapia algo mudou. Sr. Mário relatou que teve uma ideia, talvez uma iluminação... resolveu agir por conta própria. Simples de formação e modos, resolveu mudar sua vida da maneira que podia para combater a doença. Pensou em tudo o que fazia, a correria da vida, no que comia e, enfim, decidiu que a partir daquele momento mudaria seus hábitos alimentares e de vida. Passaria a viver como seu salvador, andar a pé, agir mais calmamente, dormir melhor, viver ao lado de animais, com seus hábitos simples plantaria no espaço em que tinha disponível,  o seu próprio alimento. E assim o fez, acreditou que aquilo surtiria efeito, muito embora não soubesse explicar os porquês, mudou sua vida e alimentação, dando maior ênfase e valor aos alimentos naturais, orgânicos que plantava e muitas porções de vegetais ao dia, dormia mais horas e só se levantava quando sentia–se de fato recarregado, permitia–se descansar.

Não deixou o tratamento alopático de lado, mas não atribuía a ele a mesma crença. A partir de meses do novo estilo de vida, começou a sentir melhores efeitos. Não se sentia tão mal com os tratamentos agressivos quimioterápicos, sentia-se bem em todo ciclo. O mal estar e inapetência eram coisas do passado. Sua aparência melhorava assim como sua autoestima e alegria dos mais próximos. O protocolo de tratamento não havia mudado nem a opinião de seus médicos, mas ele continuou, enquanto pudesse, seguiria fazendo uma rigorosa dieta alimentar baseada em plantas e tomaria seus medicamentos.

Dois anos se passaram, e ali estava o Sr. Mario na minha frente, completamente curado. Recuperado e visivelmente fortalecido, sem indícios da doença, ele falava sorridente, que a sua nova vida e alimentação o haviam curado. Relatava com um incrível orgulho  que seus médicos falavam em milagre, muito embora buscassem outras explicações.

O fato é, não sabemos o que realmente o curou, se de fato estava curado, mas sabemos que a união de vários fatores o fortaleceram. Acreditar em sua melhora, sua fé e mudar seus hábitos só tornaram o terreno mais fértil para um efetivo combate da doença que lhe debilitara.

Permitir-se viver, respirar e descansar, dormir adequadamente só  favorecia o fortalecimento do trabalho do seu sistema imunológico. Suas células poderiam trabalhar enquanto ele não dispendia energia com outras atividades. Sem saber claramente, sua alimentação mais verde se alinhava ao célebre protocolo da dieta de Gerson, baseado numa alimentação vegetal, alcalinizante e rica em vitaminas e minerais antioxidantes e fitoquímicos para fortalecimento das células hepáticas que estavam sobrecarregadas pela doença e pela alta carga de drogas a que era submetido.

Se suas células não tivessem encontrado um bom aporte de nutrientes certamente não conseguiriam ter se fortalecido para plena restauração, proliferação saudável e eliminação (detoxificação) dos efeitos adversos dos tóxicos aos quais estava exposto. Sem suporte nutricional as células de seu sistema imunológico não teriam conseguido se reproduzir a ponto de combater as células tumorais. Sem inferência de nutrientes alcalinizantes e eletrólitos minerais seu ambiente interno não favoreceria o pleno funcionamento enzimático, condutividade celular e de transporte de oxigênio e energia pelas células do sangue às demais células do corpo.

Não estamos dizendo que a dieta o curou, mas certamente ele estava desacreditado e o protocolo alopático não foi alterado. Então só podemos inferir seu maravilhoso estado atual à um milagre ou aos fatores que mudaram e influenciaram sobremaneira os resultados.

Resta-nos ouvir, acreditar e refletir, afinal como bem citou William James: "O maior descobrimento da minha geração é que os seres humanos podem mudar suas vidas, mudando suas atitudes."

 

 

Andrea Alterio

Andrea Alterio

Andrea Alterio é Nutricionista formada na Universidade São Camilo (SP) com especialidade em Oncologia Multiprofissional pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Mestre em Nutrigenética e possui outras 4 especializações em Nutrição Clínica, com ênfase em Metabologia e Bioquímica Médica, Nutrição Funcional, Obesidade e Esportes além de um Master em Nutrição Humana comportamental (coaching nutricional) em Roma, Itália.  Atualmente trabalha em consultório clínico, em São Paulo e Interior.

  • IKCC - International Kidney Cancer Coalition
  • World Ovarian Cancer Day
  • WAPO - World Alliance of Pituitary Organizations
  • The Carcinoid Cancer Foundation
  • Alianza GIST
  • The Life Raft Group

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