Chocolate: o mal necessário!

Chocolate: o mal necessário!

“Tudo o que a gente precisa na vida é de amor e um pouco de chocolate”

A época mais doce do ano chegou. Neste período as dietas estão fadadas a alguns deslizes, todos inundam os grupos com perguntas sobre a possibilidade de comer um chocolatinho ou desaparecem das conversas como num passe de mágica, como querendo o poder da invisibilidade para mergulhar num tanque de chocolate e esquecer um pouco da vida! Mas será que posso, devo, alguém no mundo pode? Quando, como, quanto, qual...aaah que ansiedade! A resposta é simples como um bom chocolate deve ser: Sim, pode, mas nem sempre deve. Atentar ao tipo, quantidade, momento e como comer são sutilezas essenciais para não se privar deste agrado da vida. O chocolate é um “doce” do bem, não é à toa que exerce fascínio sobre as pessoas, razões físico químicas e fisiológicas são atribuídas à ele. Sua composição essencial é o cacau (manteiga e polpa) e por razão deste fruto é que carrega uma enorme carga de benefícios. O cacau possui muitos fitoquímicos como a cafeína, a teobromina e a feniletilamina. A cafeína e a teobromina são xantinas, ou seja, estimulantes cardíaco e nervoso, por isso uma euforia e excitação transparecem muito além da satisfação de degustar o bom docinho. Rico nos aminoácidos triptofano e fenilalanina, são responsáveis pela resposta de bom humor, podendo o chocolate, ser considerado como um antidepressivo (...leve, muito leve!). Os componentes do chocolate promovem a formação de neurotransmissores, como serotonina e endorfina, que contribuem para a regulação do apetite, sensação de recompensa e bom humor, além de ser considerado um elixir com características sensoriais de paladar que trazem a sensação de prazer e bem estar. E quem é que não quer se sentir bem, sentir prazer e esquecer dores e problemas? O resultado direto do consumo do cacau em dietas é ainda um pouco controverso, mas com objetivo de identificar e quantificar seu efeito no controle de colesterol total e frações, foram avaliados na literatura trabalhos relevante sobre cacau. Os estudos concluem que o consumo de cacau reduz significativamente o colesterol sanguíneo, por ser fonte de vitaminas A, B1, B2, D e E, minerais como magnésio, ferro, zinco e cromo, além do ácido oléico, nutrientes importantes para o metabolismo vascular, imunológico e no controle da glicemia e dos níveis de colesterol e triglicerídeos. Entretanto este controle é dependente das doses de consumo e do estado de saúde inicial dos participantes. Sejamos racionais, não vamos tentar nos enganar com o tratamento de um quadro grave nos entupindo de chocolate, não é mesmo?! Além de tudo isso, pesa o fato de que o chocolate traz boas sensações, ou seja, minimiza nosso stress e dores emocionais. A saúde emocional por si só já diminui os níveis de formação de stress oxidativo e hormônios contra reguladores, facilitando a manutenção do processo inflamatório, controle de dor, fome e peso. Por ter alta densidade energética (tem muitas calorias), ele é um bom alimento para dar disposição, ânimo e foco a quem precisa e está com rebaixamento emocional. Mas então, com tudo isso... está liberado?! Voltando uns passos chegaremos novamente ao cerne da questão: quem pode, como, quanto, quando e qual chocolate comer? Já sabemos que os benefícios do consumo de chocolate somente acontecem na presença significativa dos polifenóis do cacau, ou seja, isso somente acontece com o consumo do chocolate amargo, à partir de 70% de teor de cacau. Então não adianta comprar uma barra de chocolate ao leite ou da sua versão branca e achar que está caprichando nas doses de vitalidade, isso não vai acontecer, muito pelo contrário! Descobrimos, portanto, QUAL o tipo de chocolate que podemos optar: o chocolate amargo, então sigamos em frente para o QUANTO se pode comer. A quantidade de chocolate a ser consumida deve ser baixa. Lembre-se, ele é um alimento de alto poder energético e com alto teor de gordura. Então para não correr o risco de errar, consuma-o em pequenas doses como 30g ao dia e, para isso, lance mão de estratégia, COMO comer chocolate. Um erro muito comum é causado pela ansiedade de se deliciar esta maravilha. Mas o chocolate com tamanha riqueza de benefícios merece maior tempo de apreciação e somente assim poderá traduzir em saúde o sabor delicioso que sentimos. Desta forma, coloque-o em pequenas porções na boca e não mastigue. Deixe-o derreter e saboreie, deixando envolver as papilas gustativas. Se fizer desta forma os benefícios superarão qualquer resquício de receio que ainda poderia haver e perceberá que inexistirá a necessidade de grandes volumes de consumo, pois o sabor do doce estará impregnado em sua boca. Pensando em suas características fortes e pungentes não podemos menosprezar seu sabor em meio à refeições igualmente saborosas....isso nos leva então ao momento ideal de consumo. O chocolate pode ser consumido QUANDO você estiver “precisando” de fato. No momento em que sentir uma queda de energia, desânimo, nervosismo, leve tristeza ou naquele momento de relaxamento e contemplação própria. Situações em que você está consciente de si, dará o devido valor ao alimento e perceberá todos os benefícios passando de sua boca ao seu corpo, alegrando seu dia e trazendo brilho aos seus olhos. Evitar comê-lo em situações de ansiedade e euforia é crucial, pois nestes momentos a tendência é engolir o doce e exceder o volume permitido, sem sequer perceber suas benesses, mas acumular alguns malefícios. Assim atingimos mais uma resposta, QUEM realmente pode comer um chocolate é aquele que o merece. Que busca internamente a confiança, equilíbrio e concentração de forças para vencer as etapas de forma consciente e proveitosa. Por todo o exposto entendemos que o cacau produz o chocolate, é rico em polifenóis responsáveis por um bom efeito direto na saúde, contudo um veio energético (fluido de energia) colabora ainda mais com o efeito de proteção antioxidante deste doce. Seus benefícios ressaltam a saúde emocional, limitando ainda mais os níveis de formação de radicais livres, agentes de glicação e inflamatórios, corroborando sempre com uma boa estratégia de alimentação comportamental e de tratamento de doenças. Dito isso, só posso desejar uma feliz Páscoa e que aproveitem toda a sutileza do amargor do cacau e invistam em bons chocolates e seus derivados como o cacau em pó, o nibs de cacau, o chá de sementes e muitos outros produtos que lhe agreguem valor e vitalidade.

Andrea Alterio

Andrea Alterio

Andrea Alterio é Nutricionista formada na Universidade São Camilo (SP) com especialidade em Oncologia Multiprofissional pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Mestre em Nutrigenética e possui outras 4 especializações em Nutrição Clínica, com ênfase em Metabologia e Bioquímica Médica, Nutrição Funcional, Obesidade e Esportes além de um Master em Nutrição Humana comportamental (coaching nutricional) em Roma, Itália.  Atualmente trabalha em consultório clínico, em São Paulo e Interior.

  • IKCC - International Kidney Cancer Coalition
  • World Ovarian Cancer Day
  • WAPO - World Alliance of Pituitary Organizations
  • The Carcinoid Cancer Foundation
  • Alianza GIST
  • The Life Raft Group

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