Câncer de Ovário

  • O que é?
  • Fatores de Risco
  • Sintomas
  • Diagnóstico
  • Tratamento
  • Estadiamento

Entre todos os tipos de cânceres em mulheres, o câncer de ovário é o que tem a taxa de sobrevivência mais baixa.

Sendo diagnosticado anualmente em quase 250.000 mulheres em todo o mundo, o câncer de ovário é responsável por 140.000 óbitos por ano. Os dados estatísticos indicam que apenas 45% das mulheres com câncer de ovário têm probabilidades de sobreviver por cinco anos, em comparação com 89% das mulheres com câncer de mama.

 

Câncer de ovário é o câncer ginecológico mais difícil de ser diagnosticado e o mais letal.Sua causa está associada a fatores genéticos, hormonais e ambientais. O principal fator de risco é o histórico familiar (cerca de 10% dos casos). Câncer de ovário pode atingir mulheres em qualquer idade, porém, com mais frequente depois dos 40 anos.

 

EXISTEM 3 TIPOS DE TUMORES:

Tumores epiteliais: começam na fina camada de tecido que cobre o lado de fora dos ovários. Cerca de 90% dos casos são tumores epiteliais

Tumores do estroma: começam no tecido ovariano, que contém células produtoras de hormônios. Os tumores de estroma são diagnosticados, normalmente, em um estágio mais inicial do que outros tumores ovarianos.

Tumores de células germinativas: começam nas células produtoras de óvulos. Este é um tipo raro e ocorre, normalmente, em mulheres mais jovens.

 

5 FATOS QUE TODOS DEVEM SABER

Fato 1: Todas as mulheres correm o perigo de ter câncer de ovário.

Sendo diagnosticado anualmente em quase 250.000 mulheres em todo o mundo, o câncer de ovário é responsável por 140.000 óbitos por ano. Ao contrário de outros cânceres, os países desenvolvidos e em desenvolvimento são igualmente afetados pela doença. É importante ter conhecimento dos sintomas, bem como dos fatores de risco e dos antecedentes familiares, tanto do lado materno quanto paterno.

Fato 2: O conhecimento sobre os sinais e sintomas do câncer de ovário poderá permitir que as mulheres recebam um diagnóstico antecipado e que a doença seja tratada mais facilmente.

Se uma mulher sentir com frequência alguns dos sintomas abaixo, é importante falar com seu médico:

  • Aumento do volume abdominal / inchaço contínuo (não é o inchaço casual)
  • Dificuldade de comer / sensação de plenitude
  • Dor abdominal ou pélvica
  • Necessidade urgente e frequente de urinar

Se bem que tais sintomas estejam muitas vezes associados com outros problemas mais correntes e menos graves, será sempre melhor investigá-los.

 

Fato 3: O diagnóstico na fase inicial aumenta bastante a probabilidade de sobrevivência da mulher.

Quando o câncer de ovário é detectado na fase inicial, quando o câncer ainda está confinado ao ovário, até 90% das mulheres têm possibilidade de sobreviver por mais de cinco anos (período de tempo sobre o qual é calculada geralmente a sobrevivência da mulher quando o tratamento oncológico é avaliado). Uma mulher que apresente sintomas indicativos de câncer de ovário deve ser encaminhada diretamente para um especialista para obter um diagnóstico exato. Se ela for diagnosticada com câncer de ovário, a pessoa mais indicada para tratá-la é o ginecologista oncológico, médico especializado no tratamento oncológico em mulheres.

 

Fato 4: O câncer de ovário é muitas vezes diagnosticado em fase tardia.

O câncer de ovário é frequentemente diagnosticado quando já está em fase avançada. Muitas vezes, as mulheres também adiam o momento de procurar ajuda porque pensam que os sintomas são causados pelo período mensal, a menopausa ou algum alimento, ficando confundidas com outros achaques digestivos e correntes. Muitas vezes, os médicos também suspeitam inicialmente que os sintomas apresentados têm causas menos graves. Todavia, a frequência dos sintomas deverá ajudá-los a levar em consideração o câncer de ovário. Por isso, é útil fazer um diário dos sintomas.

 

Fato 5: Muitas mulheres acreditam erradamente que o teste do esfregaço cervical (Papanicolaou) detecta o câncer de ovário. 

Não é assim. Ele detecta alterações pré-cancerosas nas células do colo do útero, cujo tratamento tem muito mais sucesso do que o câncer de ovário.

 

Fonte: World Ovarian Cancer Day

O câncer de ovário é o sétimo câncer feminino mais comum em todo o mundo, sendo o câncer ginecológico mais grave.

 

Os principais fatores de risco para o câncer de ovário incluem:

Histórico familiar de câncer de ovário: Ter uma mãe, irmã ou filha que teve câncer de ovário irá aumentar o seu risco. E se você tem dois parentes próximos com câncer, você vai ter um risco mais elevado

Herança genética: Ter certas alterações genéticas pode colocar uma mulher em risco para câncer de ovário. Os genes BRCA1 e BRCA2, que também podem causar câncer de mama, estão relacionados ao câncer de ovário, também. As portadoras do primeiro gene apresentam 45% de possibilidade de desenvolver esse tipo de câncer durante a vida; as portadoras do segundo gene têm 25%.

 

Outros fatores de risco são:

  • Nunca ter engravidado
  • Ter iniciado os ciclos menstruais antes dos 12 anos e passou pela menopausa após os 50 anos
  • Não poder engravidar
  • Ter feito terapia hormonal para tratar os sintomas da menopausa
  • Ter feito tratamento para fertilidade
  • Fumar
  • Uso de um dispositivo intrauterino
  • Síndrome dos ovários policísticos.

 

Alguns fatores que diminuem o risco de uma mulher para o câncer de ovário:

  • Ingerir pílulas anticoncepcionais (contraceptivos orais)
  • Amamentar
  • Ter feito laqueadura ou histerectomia.

 

É importante falar com o médico para saber qual poderá ser seu risco pessoal. 

Grande parte das pacientes com câncer de ovário não apresenta sintomas até a doença atingir estágio avançado. No entanto, em alguns casos, podem aparecer:

  • Inchaço frequente
  • Dor em sua barriga ou pélvis
  • Dificuldade para comer ou rápida sensação de plenitude
  • Distúrbios urinários, tais como a necessidade urgente de urinar ou urinar mais frequentemente do que o habitual.

Quando atinge o estágio avançado, os sintomas mais característicos são:

  • dor e aumento do volume abdominal
  • constipação
  • alteração na função digestiva
  • massa abdominal palpável

Exames ginecológicos são realizados para detectar diversos problemas, incluindo o câncer de ovário. Os exames mais comuns para se detectar o câncer de ovário são:

  • Medição do marcador tumoral sanguíneo CA 125 (80% das mulheres com câncer de ovário apresentam CA 125 elevado)
  • Ultrassonografia pélvica
  • Laparoscopia exploratória, seguida de biópsia do tumor, que permite observar se há comprometimento de outras regiões e órgãos
  • Raios-X torácico
  • Tomografia computadorizada
  • Avaliação da função renal e hepática
  • Exames hematológicos

O tipo de tratamento e os resultados dependem do tipo e estágio do câncer. A idade, saúde geral, qualidade de vida e desejo de ter filhos, também, devem ser considerados.

 

Os principais tratamentos são:

CIRURGIA

A cirurgia é o principal tratamento para o câncer de ovário. Entre as opções de cirurgia estão:

  • Histerectomia total: remove o útero
  • Salpingo-ooforectomia unilateral: remove um ovário e uma trompa de Falópio
  • Salpingo-ooforectomia bilateral: remove os ovários e as duas trompas de falópio.

Os efeitos colaterais da cirurgia podem surgir são: problemas urinários ou intestinais. As relações sexuais também podem ser afetadas. Caso os ovários sejam removidos, a paciente poderá apresentar os sintomas da menopausa.

 

QUIMIOTERAPIA

A quimioterapia é aplicada para tentar diminuir o crescimento do câncer.  Este tratamento é recomendado para a maioria dos casos após a cirurgia inicial. Em alguns casos, a quimioterapia é aplicada antes da cirurgia para tentar reduzir o câncer.

Os Medicamentos de quimioterapia podem ser tomados via oral, intravenosa (IV) ou através de um tubo fino no corpo (intraperitoneal, ou IP). Em alguns casos os tratamentos podem ser combinados.

Alguns dos medicamentos quimioterápicos utilizados para o câncer de ovário:

  • Carboplatina
  • Cisplatina
  • Paclitaxel
  • Docetaxel

Outros medicamentos que podem ser utilizados incluem:

  • Ciclofosfamida
  • Doxorrubicina
  • Gemcitabina
  • Topotecano
  • Oxaliplatina

A quimioterapia pode causar náuseas e vômitos.

 

RADIOTERAPIA

A radioterapia utiliza raios-X de alta energia para matar células cancerosas e retrair tumores. Este tratamento não é muito utilizado para tratar o câncer de ovário, mas pode ser necessário em alguns casos.

A radioterapia tradicional usa um aparelho que destina a radiação na área em que as células cancerosas são encontradas. Mas há também a radioterapia interna, que usa agulhas, sementes, fios ou cateteres, que contêm materiais radioativos colocados próximos aos ovários.

Os efeitos colaterais da radio são náuseas, vómitos, diarreia, dor ou desconforto ao urinar, além de inflamação da bexiga e cicatrizes.

 

TERAPIAS COMPLEMENTARES

Algumas terapias complementares, juntamente com o tratamento médico, podem ajudar a aliviar os sintomas e efeitos colaterais dos tratamentos, como: 

  • acupuntura
  • meditação
  • yoga
  • massagem
  • biofeedback
  • exercícios de respiração para relaxar.

As terapias complementares não substituem o tratamento médico padrão.

 

 

 

Fonte: Minha Vida

Os médicos usam os resultados da biópsia para ajudar a determinar a extensão - ou fase - do câncer. O estágio ajuda a determinar o prognóstico e as opções de tratamento:

Estágio I: o câncer é encontrado em um ou ambos os ovários

Estágio II: o câncer se espalhou para outras partes da pelve

Estágio III: o câncer se espalhou para o abdômen

Estágio IV: o câncer é encontrado fora do abdômen.

 

Páginas da vida Páginas da vida

Meu nome é Andréa Ferraz Mesquita, tenho 39 anos e sou sobrevivente do câncer de mama por duas vezes. A primeira vez que tive a doença foi em 2003 e ela voltou em abril de 2008, quando eu estava fazendo exames de rotina. Meu tratamento da primeira vez foi uma quadrantectomia, retirada parcial…

Andrea Mesquita

ESTOU,COM CANCER NO COLO DO ULTERO, MAS ESTOU FAZENDO TRATAMENTO,TENHO CINCO FILHOS A MINHA FORÇA VEM DOS MEUS FILHOS!!!E EU SEI QUE VOU FICAR CURADA...

carla CRISTINA DE OLIVEIRA

Olá minha intensão é que meu caso seja fonte de perseverança para algumas pessoas que estejam passando por esse caso.Começou assim dei uma relaxado nos exames preventivos por 3 anos e quando acordei de que estava em falta com minha saúde fui fazer a mamografia em maio de 2009 e…

Josiete maria dos Santos
  • IKCC - International Kidney Cancer Coalition
  • World Ovarian Cancer Day
  • WAPO - World Alliance of Pituitary Organizations
  • The Carcinoid Cancer Foundation
  • Alianza GIST
  • The Life Raft Group

Faça parte Novidades

Temos muitas coisas para compartilhar com você.
Lembre-se: você não está sozinho!

Digite o email corretamente

Seu e-mail foi cadastrado com sucesso. Obrigado!

Indique este site

Indicação realizada com sucesso!

Seja parceiro

Mensagem enviada com sucesso!

Seja voluntário

Mensagem enviada com sucesso!

Envie seu depoimento

Depoimento enviado com sucesso!