Câncer de Cabeça e Pescoço

  • O que é?
  • Fatores de Risco
  • Sintomas
  • Diagnóstico
  • Tratamento
  • Estadiamento

Os chamados tumores de cabeça e pescoço incluem todas as neoplasias (conjunto de alterações celulares que causam proliferação e crescimento anormal de um grupo de células) que se ocorrem desde a boca até a laringe. Este tipo de câncer é mais comum em países em desenvolvimento, já que está associado ao consumo de álcool e tabagismo, somados a má higiene oral e pouco acesso a dentistas. Como as neoplasias agridem áreas importantes ligadas à alimentação e respiração, o comprometimento destas funções é a principal característica do estagio avançado da doença.

O dia 27 de julho foi definido como o Dia Mundial do Câncer de Cabeça e Pescoço no congresso mundial da especialidade, realizado em 2014, pela Federação Internacional das Sociedades Oncológicas de Cabeça e Pescoço. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva – INCA, o câncer de boca, laringe e demais áreas é hoje o segundo mais frequente entre os homens, atrás somente do câncer de próstata, com mais de 18 mil casos diagnosticados anualmente no Brasil. Nas mulheres, sobressai o câncer da tireoide, sendo o quinto mais comum entre elas.

 

Quais são os tumores malignos relacionados a cavidade bucal?

Carcinoma Espinocelular

Mais de 90% dos cânceres de boca e garganta, são carcinomas de células escamosas, também chamados de carcinomas espinocelulares ou ainda carcinomas epidermóides. Tratam-se de células escamosas achatadas, que normalmente revestem a cavidade bucal e a garganta. A forma inicial do carcinoma de células escamosas é chamada de carcinoma in situ, isto é, o câncer só está presente nas células da camada de revestimento, chamada de epitélio, e não invade as camadas mais profundas. Um carcinoma espinocelular invasivo significa que as células do câncer penetraram em camadas mais profundas da cavidade bucal e da orofaringe.
 
Carcinoma Verrugoso
 O carcinoma verrugoso é uma variante do carcinoma espinocelular que responde por menos de 5% dos tumores da boca. É um câncer de baixa agressividade, que raramente produz metástases, mas que pode se espalhar profundamente pelos tecidos vizinhos. A remoção cirúrgica do tumor com boa margem de tecidos ao redor, é recomendada nesses casos.

 

Quais são os tumores relacionados a região do pescoço?

Os tumores malignos do pescoço podem ser primitivos (quando tem a origem no próprio pescoço) ou secundários (metastáticos, ou seja, que surgiram em outros órgãos e se disseminaram para o pescoço.) Qualquer tecido presente no pescoço pode originar um tumor, principalmente na faringe, laringe e tireóide. Há outros tipos de tumores específicos na região do pescoço:

Linfoma de Hodgkin
Trata-se de um tumor maligno originado no tecido linfático. Ele possui um crescimento lento, indolor, podendo gerar febre e perda de peso. Os linfonodos (os “caroços”, também conhecidos como ínguas) tem forma assimétrica, tornando-se parecidos com um “cacho-de-uvas” São dotados de uma superfície lisa e com limites definidos.
 
Linfoma de não-Hodkin
São linfonodos mais evoluídos, com formas simétricas no pescoço podendo atingir cadeias linfáticas não-relacionadas. Atinge e prejudica o tecido linfático do pescoço, apresentando infiltrações ou lesões nodulares submucosas com cor vermelha ou vinho. Podem estar distribuídos nos dois lados do pescoço, com uma consistência dura, fixa e indolor com infiltração para o tecido celular subcutâneo e pele. 

 

 

Fonte: Hospital de Câncer de Barretos

Os principais fatores de risco do Câncer de cabeça e pescoço são:

Tabaco

O tabagismo é o principal fator isolado que causa este tipo de câncer. Parar de fumar é a melhor atitude para reduzir o risco de desenvolver um problema de cabeça e pescoço.

Álcool

Assim como em outros tipos de câncer, o consumo frequente de álcool e, consequentemente, o alcoolismo é um fator que aumenta o risco de aparecimento destes problemas.
  
Infecções virais pelo vírus do papiloma humano (HPV)
O HPV é um vírus  transmitido, principalmente, por relações sexuais, podendo causar lesões na vagina, pênis, ânus, colo de útero, cavidade oral e orofaringe. Em alguns casos, o vírus pode atacar a pele, cordas vocais (laringe) e esôfago.
 
Infecções do vírus de Epstein-Bar (EBV)
O virus Epstein-Bar é um vírus que infecta os linfócitos B e afeta a grande maioria dos seres humanos. Porém, apenas algumas pessoas adquirem a mononucleose infecciosa (manifestação do vírus transmitida por contato com outras salivas, principalmente, através do beijo). Es vírus pode causar febre, dor de garganta, mal-estar e fadiga.

Exposição excessiva ao sol
A exposição excessiva ao sol é a grande responsável pelo aparecimento do câncer de pele na região da cabeça e pescoço.

Outros fatores são: má higiene oral, inalação de compostos industriais, exposição ao níquel (associado ao câncer de seios paranasais).

 

Fonte: Hospital de Câncer de Barretos

Os sintomas frequentes do Câncer de cabeça e pescoço são:

  • Ferida na boca sem cicatrização (sintoma mais comum)
  • Dor na boca que não passa
  • Nódulo persistente ou espessamento na bochecha
  • Área avermelhada ou esbranquiçada nas gengivas, língua, amídala ou revestimento da boca
  • Irritação, dor na garganta ou sensação de que alguma coisa está presa ou entalada na garganta
  • Dificuldade ou dor para mastigar ou engolir
  • Dificuldade ou dor para mover a mandíbula ou a língua
  • Inchaço da mandíbula que faz com que a dentadura ou prótese perca o encaixe ou incomode
  • Dentes que ficam frouxos ou moles na gengiva ou dor em torno dos dentes ou mandíbula
  • Mudanças persistentes na voz ou respiração ruidosa
  • Caroços no pescoço
  • Perda de peso
  • Mau hálito persistente

 

Muitos desses sinais podem ser originados por outros tipos de câncer ou até por doenças menos graves e benignas.

 

Fonte: Hospital de Câncer de Barretos

Em atualização.

Cirurgia

A cirurgia é o tratamento mais utilizado para o câncer de boca e pescoço, podendo ou não ser realizado em combinação com a radioterapia. A recuperação acaba sendo diferente para cada paciente e por ser uma área sensível do corpo, as dores podem estar presentes nos primeiros dias depois da operação.  Os medicamentos específicos para aliviar as dores devem ser discutidos com os médicos que estão cuidando de seu caso.

Depois da cirurgia, sua face pode parecer diferente e a recuperação depende exclusivamente do tipo e da extensão do tumor. Tumores pequenos, geralmente, não costumam causar nenhuma alteração, mas no caso de tumores maiores, é necessário remover parte da mandíbula, dos lábios, do palato ou da língua. Mas nesses casos, existem cirurgias plásticas ou reconstrutivas que podem ser feitas para melhorar o seu aspecto visual. Assim como a cirurgia plástica, o acompanhamento de uma fonoaudióloga pode ajudá-lo a recuperar sua habilidade de mastigar, engolir ou falar – ações que podem ter sido afetados pela cirurgia.

 

Radioterapia e Quimioterapia

A quimioterapia para câncer oral geralmente é aplicada nas veias, podendo ter associação com a radioterapia simultaneamente. Dependendo do tratamento e das reações, é necessário que o paciente fique um tempo no hospital.

Cada tipo de tratamento gera um tipo de reação, pois depende muito do tipo de medicação aplicada e da quantidade. Esses fatores podem resultar em dores na boca, boca seca, efeitos colaterais, infecção e mudanças no paladar. Os medicamentos acabam gerando esse tipo de reação, porque além de eliminar algumas células cancerígenas com crescimento rápido, algumas drogas anticâncer podem causar danos as células normais que também se dividem rapidamente.  Entre os efeitos colaterais, podem alguns podem ser os mais comuns:

Células sanguíneas: Quando o paciente está realizando quimioterapia, os níveis de células sanguíneas saudáveis diminuem, fazendo com que a pessoa se sinta cansada, fraca e com possibilidade maior de contrair uma infecção. A equipe médica responsável irá acompanhar o seu quadro clínico para entender se é necessário alterar a quantidade da quimioterapia ou reduzir a dose da droga.

Raízes do cabelo: Embora a quimioterapia possa causar queda de cabelo, saiba que ele irá crescer novamente, mas pode alterar a coloração e a textura.

Trato digestivo: A quimioterapia para tratar câncer oral, pode causar a perda do apetite, náusea, vômitos, formigamento nas mãos e nos pés, diarreia e feridas nos lábios. Sua equipe de saúde pode lhe dar medicamentos e sugerir outras maneiras de ajudar com esses problemas. Esses efeitos podem ocorrer no começo do tratamento ou no período após seu término.

Terapia Alvo – O câncer de cabeça e pescoço pode se utilizar de um tipo de terapia específica, em conjunto como a radioterapia e a quimioterapia. Essa prática utiliza um medicamento que inibe as células do câncer oral, interferindo no crescimento dessa célula e impedindo a metástase do câncer. Durante a utilização do fármaco (como o Cetuximabe, por exemplo) algumas pessoas podem apresentar reações alérgicas como febre, dor de cabeça, diarreia e vomito.

 

Fonte: Hospital de Câncer de Barretos

Em atualização.

Páginas da vida Páginas da vida

Meu nome é Andréa Ferraz Mesquita, tenho 39 anos e sou sobrevivente do câncer de mama por duas vezes. A primeira vez que tive a doença foi em 2003 e ela voltou em abril de 2008, quando eu estava fazendo exames de rotina. Meu tratamento da primeira vez foi uma quadrantectomia, retirada parcial…

Andrea Mesquita

Olá minha intensão é que meu caso seja fonte de perseverança para algumas pessoas que estejam passando por esse caso.Começou assim dei uma relaxado nos exames preventivos por 3 anos e quando acordei de que estava em falta com minha saúde fui fazer a mamografia em maio de 2009 e…

Josiete maria dos Santos

ESTOU,COM CANCER NO COLO DO ULTERO, MAS ESTOU FAZENDO TRATAMENTO,TENHO CINCO FILHOS A MINHA FORÇA VEM DOS MEUS FILHOS!!!E EU SEI QUE VOU FICAR CURADA...

carla CRISTINA DE OLIVEIRA
  • IKCC - International Kidney Cancer Coalition
  • World Ovarian Cancer Day
  • WAPO - World Alliance of Pituitary Organizations
  • The Carcinoid Cancer Foundation
  • Alianza GIST
  • The Life Raft Group

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